Bispo de Angra aposta no recrutamento e formação de candidatos ao diaconado permanente

Bispo de Angra aposta no recrutamento e formação de candidatos ao diaconado permanente

A diocese de Angra está apostada na valorização dos ministérios ordenados e por isso quer fortalecer e desenvolver o diaconado permanente. Numa carta enviada a todos os sacerdotes, esta segunda-feira, D. João Lavrador lembra que no diaconado permanente se manifesta “o rosto de uma igreja mais ministerial”.

O prelado diocesano que quer reforçar o diaconado permanente em todas as ilhas lembra a necessidade do recrutamento e formação dos futuros candidatos, uma seleção que vai ser feita no próprio seminário Episcopal.

D. João Lavrador salienta que a existência de diáconos permanentes contribui para “renovar a Igreja em ordem a capacitá-la para servir a evangelização.

Os candidatos ao diaconado permanente devem ter no mínimo o 12º ano e deverão frequentar formação no Seminário Episcopal.

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NÃO TEMAS

NÃO TEMAS

“José, filho de David, não temas receber a Maria como tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados.” (Mt 1, 20-21).

Foi com estas palavras que o anjo do Senhor despertou São José do seu sono e o fez dar o seu sim cumprindo esta missão. Tantas vezes que o Senhor pretende também falar connosco e, mesmo despertos durante o nosso dia-a-dia, não compreendemos ou não queremos compreender a missão que nos é entregue. José é o homem que cumpre a vontade de Deus após ouvir um anjo, que desce dos céus, lhe dizer apenas “não temas”. [continuar a ler]

«Quase fizeste dele um ser divino» (Sl 8, 6)

«Quase fizeste dele um ser divino» (Sl 8, 6)

«E o que se poderia dizer e pensar de maior sobre o homem a não ser que o próprio Deus se fez homem?» (homilia de 29/09/2007) Esta bela expressão do Papa Bento XVI vai ao encontro à ideia conciliar (GS 22) de que Jesus Cristo é chave de interpretação do homem e do mundo. Se o homem apresenta uma dupla vocação (GS 3) – a vocação ao sobrenatural e a à fraternidade universal – em Jesus Cristo encontra luz para responder aos anseios profundos da sua natureza. «Quem segue a Cristo, o homem perfeito, faz-se ele mesmo mais homem» (GS 41).

Na teologia cristológica moderna, encontramos nitidamente a conceção da redenção como um ato de humanização mais do que um ato «deificante». O homem que se assemelha a Cristo não se transforma em Deus, mas, pelo contrário, torna-se cada vez mais humano. Nesta teoria, fundamenta-se a relação entre a cristologia e a antropologia e funde-se a realidade que une Deus ao homem. [continuar a ler]

O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

Físico de Coimbra encerrou as IV Jornadas de Teologia de Angra e sublinhou os valores que a religião pode sugerir à ciência e ao mundo

Num mundo em que ciência e religião estão separadas, o diálogo entre ambas “é fundamental” para a vida do homem, afirmou esta noite o físico Carlos Fiolhais na última conferência das IV Jornadas de Teologia, promovidas pelo Seminário de Angra e que decorreram em ambiente digital.

“A ciência fornece conhecimentos e soluções mas não valores, e  esses valores, que são necessários, podem ser dados pela religião que os deve sugerir mas não impor”, referiu o cientista sublinhando a urgência “de um diálogo franco” entre a ciência e a religião. [continuar a ler]

O conforto da modernidade roubou-nos tempo para olhar o Céu

O conforto da modernidade roubou-nos tempo para olhar o Céu

Padre António Vaz Pinto foi o orador do segundo dia das IV Jornadas de Teologia de Angra

O homem moderno não tem tempo nem espaço para Deus porque a sua vida é preenchida por deuses que lhe dão o que ele precisa no imediato, defendeu esta noite o padre António Vaz Pinto, o segundo orador das IV Jornadas de Teologia de Angra, que estão a decorrer online até amanhã.

De acordo com o teólogo, os progressos científicos e tecnológicos, na sua “ambivalência”, promovendo o melhor e o pior, potenciam o “ateísmo” da modernidade.

“O que seria o covid e a luta contra a pandemia se não fosse a ciência e a técnica?” interpelou o padre Vaz Pinto sublinhando que “a evolução técnica provocou uma espantosa transformação na vida do homem, criando um mundo muito diferente”. Mas, ao mesmo tempo “a ciência e a técnica criaram um horizonte imanente e terreno” de “satisfações imediatas” que “tiraram tempo e lugar ao verdadeiro Deus”

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IV Jornadas de Teologia arrancam com discussão sobre o lugar da Teologia no diálogo entre a Igreja e o mundo

IV Jornadas de Teologia arrancam com discussão sobre o lugar da Teologia no diálogo entre a Igreja e o mundo

Reitor do Seminário abriu as jornadas com a apresentação do terceiro número da revista cientifica do Seminário Fórum Teológico XXI

 

As IV Jornadas de Teologia sobre o Ateísmo e a fé, promovidas pelo Seminário Episcopal de Angra, nos próximos três dias, desenvolvem-se pela primeira vez em ambiente digital e na primeira noite problematizou-se o lugar da Teologia e o seu papel no espaço de fronteira entre a fé e o ateísmo, sobretudo numa sociedade marcada pela indiferença a Deus.

Juan Ambrósio, professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, foi o primeiro orador convidado destas jornadas com uma conferência intitulada “O ensino da teologia- Na fronteira do diálogo entre linguagens”. [continuar a ler]