O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

Físico de Coimbra encerrou as IV Jornadas de Teologia de Angra e sublinhou os valores que a religião pode sugerir à ciência e ao mundo

Num mundo em que ciência e religião estão separadas, o diálogo entre ambas “é fundamental” para a vida do homem, afirmou esta noite o físico Carlos Fiolhais na última conferência das IV Jornadas de Teologia, promovidas pelo Seminário de Angra e que decorreram em ambiente digital.

“A ciência fornece conhecimentos e soluções mas não valores, e  esses valores, que são necessários, podem ser dados pela religião que os deve sugerir mas não impor”, referiu o cientista sublinhando a urgência “de um diálogo franco” entre a ciência e a religião. [continuar a ler]

O Seminário como comunidade educativa em caminhada está atento á realidade do mundo e tem um contributo insubstituível para a sociedade. Desde logo na formação integral dos seus alunos e na escuta dos sinais dos tempos para responder de modo adequado aos anseios da humanidade de hoje.

 

Faço o apelo a todos os diocesanos para que manifestem o interesse pelo Seminário Maior, apreciem e valorizem o esforço educativo que aí se está a realizar, se empenhem na dinamização vocacional que passará pelas famílias e pelas comunidades cristãs, rendam graças a Deus que na Sua misericórdia nos oferece a alegria de um Seminário dinâmico cuja comunidade se manifesta alegre e feliz e contribuam generosamente para as grandes despesas que acarreta a sua vida”.

D. João Lavrador

Notícias

«Quase fizeste dele um ser divino» (Sl 8, 6)

«Quase fizeste dele um ser divino» (Sl 8, 6)

«E o que se poderia dizer e pensar de maior sobre o homem a não ser que o próprio Deus se fez homem?» (homilia de 29/09/2007) Esta bela expressão do Papa Bento XVI vai ao encontro à ideia conciliar (GS 22) de que Jesus Cristo é chave de interpretação do homem e do mundo. Se o homem apresenta uma dupla vocação (GS 3) – a vocação ao sobrenatural e a à fraternidade universal – em Jesus Cristo encontra luz para responder aos anseios profundos da sua natureza. «Quem segue a Cristo, o homem perfeito, faz-se ele mesmo mais homem» (GS 41).

Na teologia cristológica moderna, encontramos nitidamente a conceção da redenção como um ato de humanização mais do que um ato «deificante». O homem que se assemelha a Cristo não se transforma em Deus, mas, pelo contrário, torna-se cada vez mais humano. Nesta teoria, fundamenta-se a relação entre a cristologia e a antropologia e funde-se a realidade que une Deus ao homem. [continuar a ler]

O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

Físico de Coimbra encerrou as IV Jornadas de Teologia de Angra e sublinhou os valores que a religião pode sugerir à ciência e ao mundo

Num mundo em que ciência e religião estão separadas, o diálogo entre ambas “é fundamental” para a vida do homem, afirmou esta noite o físico Carlos Fiolhais na última conferência das IV Jornadas de Teologia, promovidas pelo Seminário de Angra e que decorreram em ambiente digital.

“A ciência fornece conhecimentos e soluções mas não valores, e  esses valores, que são necessários, podem ser dados pela religião que os deve sugerir mas não impor”, referiu o cientista sublinhando a urgência “de um diálogo franco” entre a ciência e a religião. [continuar a ler]

O conforto da modernidade roubou-nos tempo para olhar o Céu

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Padre António Vaz Pinto foi o orador do segundo dia das IV Jornadas de Teologia de Angra

O homem moderno não tem tempo nem espaço para Deus porque a sua vida é preenchida por deuses que lhe dão o que ele precisa no imediato, defendeu esta noite o padre António Vaz Pinto, o segundo orador das IV Jornadas de Teologia de Angra, que estão a decorrer online até amanhã.

De acordo com o teólogo, os progressos científicos e tecnológicos, na sua “ambivalência”, promovendo o melhor e o pior, potenciam o “ateísmo” da modernidade.

“O que seria o covid e a luta contra a pandemia se não fosse a ciência e a técnica?” interpelou o padre Vaz Pinto sublinhando que “a evolução técnica provocou uma espantosa transformação na vida do homem, criando um mundo muito diferente”. Mas, ao mesmo tempo “a ciência e a técnica criaram um horizonte imanente e terreno” de “satisfações imediatas” que “tiraram tempo e lugar ao verdadeiro Deus”

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