«Quase fizeste dele um ser divino» (Sl 8, 6)

«Quase fizeste dele um ser divino» (Sl 8, 6)

«E o que se poderia dizer e pensar de maior sobre o homem a não ser que o próprio Deus se fez homem?» (homilia de 29/09/2007) Esta bela expressão do Papa Bento XVI vai ao encontro à ideia conciliar (GS 22) de que Jesus Cristo é chave de interpretação do homem e do mundo. Se o homem apresenta uma dupla vocação (GS 3) – a vocação ao sobrenatural e a à fraternidade universal – em Jesus Cristo encontra luz para responder aos anseios profundos da sua natureza. «Quem segue a Cristo, o homem perfeito, faz-se ele mesmo mais homem» (GS 41).

Na teologia cristológica moderna, encontramos nitidamente a conceção da redenção como um ato de humanização mais do que um ato «deificante». O homem que se assemelha a Cristo não se transforma em Deus, mas, pelo contrário, torna-se cada vez mais humano. Nesta teoria, fundamenta-se a relação entre a cristologia e a antropologia e funde-se a realidade que une Deus ao homem. [continuar a ler]

O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

O diálogo entre a religião e a ciência é fundamental para haver uma maior fraternidade, afirma Carlos Fiolhais

Físico de Coimbra encerrou as IV Jornadas de Teologia de Angra e sublinhou os valores que a religião pode sugerir à ciência e ao mundo

Num mundo em que ciência e religião estão separadas, o diálogo entre ambas “é fundamental” para a vida do homem, afirmou esta noite o físico Carlos Fiolhais na última conferência das IV Jornadas de Teologia, promovidas pelo Seminário de Angra e que decorreram em ambiente digital.

“A ciência fornece conhecimentos e soluções mas não valores, e  esses valores, que são necessários, podem ser dados pela religião que os deve sugerir mas não impor”, referiu o cientista sublinhando a urgência “de um diálogo franco” entre a ciência e a religião. [continuar a ler]

O conforto da modernidade roubou-nos tempo para olhar o Céu

O conforto da modernidade roubou-nos tempo para olhar o Céu

Padre António Vaz Pinto foi o orador do segundo dia das IV Jornadas de Teologia de Angra

O homem moderno não tem tempo nem espaço para Deus porque a sua vida é preenchida por deuses que lhe dão o que ele precisa no imediato, defendeu esta noite o padre António Vaz Pinto, o segundo orador das IV Jornadas de Teologia de Angra, que estão a decorrer online até amanhã.

De acordo com o teólogo, os progressos científicos e tecnológicos, na sua “ambivalência”, promovendo o melhor e o pior, potenciam o “ateísmo” da modernidade.

“O que seria o covid e a luta contra a pandemia se não fosse a ciência e a técnica?” interpelou o padre Vaz Pinto sublinhando que “a evolução técnica provocou uma espantosa transformação na vida do homem, criando um mundo muito diferente”. Mas, ao mesmo tempo “a ciência e a técnica criaram um horizonte imanente e terreno” de “satisfações imediatas” que “tiraram tempo e lugar ao verdadeiro Deus”

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IV Jornadas de Teologia arrancam com discussão sobre o lugar da Teologia no diálogo entre a Igreja e o mundo

IV Jornadas de Teologia arrancam com discussão sobre o lugar da Teologia no diálogo entre a Igreja e o mundo

Reitor do Seminário abriu as jornadas com a apresentação do terceiro número da revista cientifica do Seminário Fórum Teológico XXI

 

As IV Jornadas de Teologia sobre o Ateísmo e a fé, promovidas pelo Seminário Episcopal de Angra, nos próximos três dias, desenvolvem-se pela primeira vez em ambiente digital e na primeira noite problematizou-se o lugar da Teologia e o seu papel no espaço de fronteira entre a fé e o ateísmo, sobretudo numa sociedade marcada pela indiferença a Deus.

Juan Ambrósio, professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, foi o primeiro orador convidado destas jornadas com uma conferência intitulada “O ensino da teologia- Na fronteira do diálogo entre linguagens”. [continuar a ler]

Seminário de Angra promove Jornadas de Teologia online sobre “ateísmo e fé”

Seminário de Angra promove Jornadas de Teologia online sobre “ateísmo e fé”

 

O Seminário de Angra vai promover entre hoje e sexta-feira mas IV Jornadas de Teologia , que decorrerão em ambiente digital, com o tema ‘O Átrio dos gentios- Ateísmo e fé: diálogo e procura’.

“O Átrio dos Gentios é um caminho constante, que até se enquadra na sinodalidade que a diocese está a viver. Devemos estar no mundo procurando desempoeirar a mente e permitir que o Espírito Santo nos ilumine”, explicou o reitor do Seminário de Angra ao sítio Igreja Açores.

O padre Hélder Miranda Alexandre referiu que o Papa Francisco desafia “constantemente” a estar “atentos e disponíveis”  a ser “uma igreja atenta às periferias”.

“É preciso que os futuros padres da diocese tenham abertura aos desafios, sem medo de críticas, de cabeça erguida e com o coração em Deus, mas homens do seu tempo”, acrescentou.

As IV Jornadas de Teologia do Seminário de Angra têm como tema ‘O Átrio dos gentios –  Ateísmo e fé: diálogo e procura’, e vão realizar-se através da plataforma zoom, tendo como conferencistas o professor Juan Ambrósio, da Universidade Católica Portuguesa, o padre Jesuíta António Vaz Pinto e o cientista Carlos Fiolhais, ao longo dos três dias.

“Vamos

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IV Jornadas de Teologia arrancam com discussão sobre o lugar da Teologia no diálogo entre a Igreja e o mundo

IV Jornadas de Teologia arrancam com discussão sobre o lugar da Teologia no diálogo entre a Igreja e o mundo

Reitor do Seminário abriu as jornadas com a apresentação do terceiro número da revista cientifica do Seminário Fórum Teológico XXI

As IV Jornadas de Teologia sobre o Ateísmo e a fé, promovidas pelo Seminário Episcopal de Angra, nos próximos três dias, desenvolvem-se pela primeira vez em ambiente digital e na primeira noite problematizou-se o lugar da Teologia e o seu papel no espaço de fronteira entre a fé e o ateísmo, sobretudo numa sociedade marcada pela indiferença a Deus.

Juan Ambrósio, professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, foi o primeiro orador convidado destas jornadas com uma conferência intitulada “O ensino da teologia- Na fronteira do diálogo entre linguagens”.

O teólogo destacou que o grande desafio da Teologia hoje passa pela capacidade de ser e propor um “exercício permanente de diálogo entre vários saberes” e vários mundos

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