Ecclesia semper reformanda

Ecclesia semper reformanda

Sem crítica, a Igreja instala-se, acomoda-se. Perde o sentido do seu peregrinar pelos tempos e gerações e lugares. Aí duma Igreja instalada, sem vida, sem procura, segura, contente…. É necessário todos os dias arrepender-se, converter-se. Com coragem. Com humildade. É necessário ser humilde e corajoso para criticar a Igreja.

         Criticar a Igreja é criticar a Mãe, é criticarmos a nós próprios.

         Igreja, Minha Mãe! Eu Creio.

(Pe. António Rogério Gomes, O Dever, 4/3/1988)

Foi em 1988, que o ilustre padre António Rogério Gomes escreveu este parágrafo num artigo de jornal, e, sendo tão atual, tão urgente e tão necessário, deveria ser um texto sabido de cor, de coração, pela Igreja e por cada cristão que a compõe. [continuar a ler]

Estou preparado para o verdadeiro Natal?

Estou preparado para o verdadeiro Natal?

Num tempo atípico como este em que vivemos, imersos numa pandemia, embora o Natal se vá celebrar um pouco de forma diferente, não se deixou de ver as casas embelezadas, as ruas com imensas luzes e as pessoas, se bem que em menor número, nas lojas a fazer compras.

Mas será que estamos a viver o verdadeiro Natal?

Chegando ao culminar deste tempo que chamamos de Advento, caminhada que nos faz preparar a vinda gloriosa d’Aquele que se fez carne e veio ao mundo da forma mais simples que se poderia imaginar, estou preparado para O receber? [continuar a ler]

Bispo de Angra desafia novos diáconos  a oferecerem “projectos libertadores” à humanidade mesmo diante das dificuldades

Bispo de Angra desafia novos diáconos  a oferecerem “projectos libertadores” à humanidade mesmo diante das dificuldades

O bispo de Angra ordenou esta terça-feira três novos diáconos e convidou as comunidades católicas a “um serviço e testemunho que impregne o mundo de hoje de amor e de fraternidade, da verdadeira amizade social, segundo o pensamento social do Papa Francisco”.

“Nunca é demais, na situação dramática que vive a nossa sociedade e os desafios que nos são lançados pela cultura atual, sentir o apelo a não ter medo porque tudo é obra do Espírito Santo”, referiu D. João Lavrador na homilia da Missa de Ordenação, que decorreu no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo, debaixo de muitos constrangimentos devido à situação de pandemia.

A partir da liturgia do dia, D. João Lavrador pediu aos jovens que se deixem estimular pelo “caminho da santidade de vida” mas também pelo “serviço e testemunho” que podem transformar a humanidade.

A entrega total de Maria “é o maior desafio a todos os batizados para que se transforme a humanidade neste tempo”, disse.

“A exemplo dela, vós sois a expressão desta disponibilidade” referiu ainda D. João Lavrador, destacando a “densidade do

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Diocese de Angra ordena três novos diáconos

Diocese de Angra ordena três novos diáconos

São alunos do Seminário de Angra, onde frequentam o sexto ano

A diocese de Angra vai viver no próximo dia 8 de dezembro a ordenação diaconal de três alunos do Seminário Episcopal de Angra, numa missa que será presidida pelo bispo D. João Lavrador, às 16h00, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Angra do Heroísmo.

Jorge Sousa (Ponta Garça-Ouvidoria de Vila Franca do campo); João Silva (Mosteiros- Ouvidoria de Ponta Delgada) e António Santos (Furnas- Ouvidoria da Povoação) são os três futuros diáconos, que deverão ser ordenados sacerdotes no final deste ano letivo que agora frequentam (6º ano) no Seminário de Angra.

A celebração que vai ser reservada à família e convidados devidos às restrições impostas pela pandemia, e pela dimensão da igreja da Conceição, em Angra, contará com a presença da equipa formadora do Seminário e todos os professores dos jovens seminaristas, na sua esmagadora maioria sacerdotes, bem como os párocos e ouvidores dos lugares de origem, onde os futuros diáconos iniciaram a sua caminhada de fé e terá transmissão em direto na Vitec Azores

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O CRIADO CRIADOR

O CRIADO CRIADOR

«Cristo tornou-se naquilo que nós somos, para fazer plenamente de nós aquilo que Ele é.»

S. Ireneu

Sempre que se aproxima esta altura, parece que paira a indecisão e o vazio de saber o que vos escrever… Não que não exista uma multiplicidade de temas enorme, mas porque dada a subjetividade e liberdade temáticas, bem como a preocupação pela adequação ao interesse e enriquecimento de quem vai ler, fazem com que o conteúdo seja sempre uma incógnita.

Um dia, alguém me perguntava qual era, normalmente, a minha preocupação na elaboração destes textos. A resposta foi bastante clara: em primeiro lugar, escrever algo simples e compreensível a todos, ao mesmo tempo que, em segundo lugar, não seja mais do mesmo, ou seja, que permita fugir ao que todos já sabem, de modo a contribuir como algo mais para o conhecimento das pessoas. Para esta última intenção, nada melhor que usar aquilo que aprendemos, partilhando-o com os demais – afinal de contas de que serve aquilo que estudamos se não for em vista dos outros? [continuar a ler]

O que me impede de ser irmão do meu irmão?

O que me impede de ser irmão do meu irmão?

Os conceitos de família e comunhão, são importantes no que diz respeito a entender a vida cristã, uma vida em Deus família, em Deus comunhão, em Deus amor. A Igreja é a própria comunhão da vida com Deus, por meio de Jesus Cristo. Desta forma, o amor e união entre os irmãos é o reflexo do próprio amor contido em Deus. Pois bem, a nossa comunhão com Deus torna-nos responsáveis pela construção da nossa própria comunidade, a que nos rodeia, a que fazemos, a que nos acolhe. Mas será que temos, realmente, a noção de que Deus nos faz seus filhos e seus amigos? Será que vivemos conscientes dessa filiação que Deus nos proporciona?

Por amar tanto o mundo e o homem, Deus criou-nos com o instinto natural de amar, mas criou-nos também numa condição de liberdade, natural de quem ama verdadeiramente e que não coloca limites nem cadeias, mas que dá espaço a esta relação. O homem, não fosse ele “homem”, tende a abusar desta relação de liberdade que lhe foi confiada desde sempre. Como homens que somos recorremos frequentemente a Deus chamando-O de Pai, mantendo, desde modo, uma relação amorosa, mas como podemos chamá-l’O de Pai, se nos [continuar a ler]