A pós-pandemia exige uma nova cultura onde o “encontro é um imperativo categórico”, afirma professor de Teologia Sistemática

A pós-pandemia exige uma nova cultura onde o “encontro é um imperativo categórico”, afirma professor de Teologia Sistemática

No segundo dia das V Jornadas de Teologia do Seminário os padres Pedro Lima e Hélder Fonseca Mendes abordaram as interpelações que a pandemia deixou à sociedade e à Igreja

A pandemia fechou as igrejas mas a Igreja não está fechada e hoje, mais do que nunca, é chamada a ser uma presença catalisadora do encontro, “esperta em humanidade”, e ciente de que novos tempos implicam novos desafios, que impõem um novo olhar do homem consigo mesmo, com o ambiente, com a sociedade e com Deus, como defende a perspetiva holistica, constante dos documentos deste pontificado.

No segundo dia das jornadas de Teologia, promovidas pelo Seminário de Angra sobre os novos desafios da Igreja no pós-pandemia os dois sacerdotes oradores- padre Pedro Lima, professor de Teologia Sistemática e cónego Hélder Fonseca Mendes, professor de Teologia Pastoral e Administrador Diocesano-  convergiram numa ideia base: os problemas evidenciados pela pandemia constituem uma oportunidade para o homem se reencontrar consigo, com o seu próximo e, sobretudo, com Deus.

“Se há questão revelada por esta pandemia é que não estamos sozinhos, quer no perigo quer na salvação. Podemos não ter grandes multidões, mas em pequenos grupos caminhamos juntos e partilhamos a mesma fé” afirmou

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Um crente não tem medo, nunca tem medo, afirma Monsenhor António da Luz

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Antigo professor do Seminário de Angra alerta para o “indiferentismo” como o grande inimigo de Deus

O grande inimigo de Deus nas sociedades contemporâneas é o “indiferentismo” afirmou esta noite monsenhor António da Luz, antigo professor de Teologia no Seminário  de Angra, no primeiro dia das V Jornadas de Teologia promovidas pelo Seminário  sob o lema “Estamos todos no mesmo barco: uma Igreja (pós) pandemia”, formato presencial e online.

“O indiferentismo é, de facto, um grande inimigo de Deus e uma ameaça” referiu o sacerdote que leccionou no Seminário de Angra durante um quarto século, sobretudo Teologia Moral e hoje vê publicada a sua obra crítica sobre o pensamento de Nietzsche, autor que traduziu e interpretou na sua tese de dissertação de licenciatura.

Depois do agnosticismo e do niilismo de Nietzsche, é o “indiferentismo moderno que torna Deus irrelevante e os cristãos têm a obrigação de se insurgir contra isso”, referiu

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