Amar, porque não?

Amar, porque não?

Amor é uma palavra de que o mundo de hoje não pode prescindir. Aliás, nunca pôde. A ela voltamos sempre, por absoluta necessidade, mesmo que o tema pareça esgotado. Quando pudermos mostrar aos nossos irmãos que os amamos deveras, então estará quase pronto o anúncio do Evangelho. Quem não se sente amado não pode amar nem entender o Amor maior de que queremos dar testemunho todos os dias da nossa vida. Aquele Amor que ressuscitou do sepulcro. [continuar a ler]

“Vinde, ó santo Espírito, (…) ”

“Vinde, ó santo Espírito, (…) ”

“Vinde, ó santo Espírito,
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.”

Esta estrofe deu início à sequência lida após a leitura II de domingo passado, onde celebrámos a solenidade do Pentecostes. Em todo o poema, podemos observar o pedido eminente para que este Espírito desça à terra e entre em nossos corações com o propósito de Deus vir em nosso auxílio e de Cristo estar sempre connosco como tinha prometido. Na minha freguesia, tínhamos por costume cantar este poema durante a coroação, o que tornava o momento bastante comovente. É por isso que todos os anos sinto uma nostalgia dos meus tempos de infância em que, ao chegar da escola, íamos a correr para o Império para ouvir rezar o terço e já sabíamos que a seguir a brincadeira entre amigos era certa. [continuar a ler]

O Espírito do Povo!

O Espírito do Povo!

“Não desprezeis a Fé grande, Senhor, com que vos rogamos,

Fazei como o Pai Divino, mas não que nós o mereçamos!” (Oração final do Terço cantado ao Divino Espírito Santo na ilha do Pico)

 

Há cinquenta dias atrás, Jesus levantou-se glorioso do sepulcro para voltar à vida entre nós. Há oitenta dias atrás levantou-se soberana e abatendo-se sobre o mundo, uma das maiores pandemias que o homem vira até hoje. [continuar a ler]

RECORDAR, FAZER ARDER, CONSCIENCIALIZAR

RECORDAR, FAZER ARDER, CONSCIENCIALIZAR

NÃO NOS ARDIA O CORAÇÃO QUANDO ELE NOS FALTAVA?

Esta talvez foi a maior tensão da sociedade contemporânea, após conflitos passados, que perduraram até à década de noventa. O supremo ser humano, o invencível, o autossuficiente, o absoluto, o incondicional, foi expugnado por um vírus, uma designação que a própria ciência tem dificuldades em catalogar, uma vez que não chega sequer a ser “vivo”; o homem viu-se derrotado por uma “partícula patogénica” e caiu, com ele, a sua hegemonia. [continuar a ler]

Peregrinação pelo Coração

Peregrinação pelo Coração

Nestes dias o calendário religioso apresenta-nos duas das mais populares devoções do povo açoriano, Nossa Senhora de Fátima e o Senhor Santo Cristo dos Milagres. As circunstâncias que vivemos não nos permitem ir em peregrinação aos seus santuários por meios físicos, mas temos a oportunidade de reaprender o sentido duma peregrinação. Aproveitando o mote proposto pelo Santuário de Fátima proponho uma breve reflexão sobre esta forma diferente de peregrinar. [continuar a ler]

Tempos diferentes…

Tempos diferentes…

Ano que se pode dizer de transição do fim de uma década para o início de uma nova, 2020 tem revelado grandes surpresas.

Iniciou-se o ano civil já com o conhecimento desta notícia que atualmente está avassalar o mundo inteiro; são inúmeras as notícias todos os dias de histórias menos felizes para a humanidade. No entanto, ainda foi possível que por cá, nos Açores, se vivessem e celebrassem alguns dos momentos mais esperados, como, por exemplo, as festividades do dia dos amigos, das amigas, compadres e comadres; festejou-se ainda por todo o arquipélago o tão esperado e vivido carnaval, tudo ainda sem grandes preocupações e sem pensarmos que alguma vez pudéssemos viver o que se está a viver nesta altura. [continuar a ler]