Afinal? Maria é Virgem ou não?

Afinal? Maria é Virgem ou não?

O Homem sempre se debruçou sobre diversas problemáticas. Talvez umas mais sérias que outras. Porém, há uma questão na Igreja que é tão debatida, que até parece um desequilíbrio afetivo: a virgindade de Maria. É daquelas coisas que muitos vivem obcecados, como quase se o cristianismo orbitasse não em volta de Jesus mas em volta do virginal hímen (ou não) da Mãe de Cristo.

Claro que não quero aqui parecer um apologeta doutrinal à moda antiga, mas apenas quero trazer um conjunto de reflexões e provocar outras questões em si, caro leitor, fruto da minha experiência pessoal em estudos e conversas…

Nos nossos dias, quando tocamos no tema da virgindade de Maria, surge-nos três posições: [continuar a ler]

Um barco à deriva

Um barco à deriva

Toda a nossa história é moldada e conduzida por Deus. No entanto, podemos perguntar-nos se sabemos navegar em direção a Ele. Neste sentido, podemos utilizar a imagem de um barco, que é construído por Deus, para que cada um de nós consiga chegar e encontrar-se com Ele.

O Homem, enquanto servo e anunciador da mensagem de Deus, é livre em escolher o caminho que quer seguir, embora escolhamos, muitas vezes, um caminho facilitado e alicerçado pelo comodismo e autossuficiência. [continuar a ler]

A MINHA SEMANA

A MINHA SEMANA

Normalmente, em cada duc in altum, somos convidados a falar de um tema que nos seja próximo, que nos tenha cativado, algo que para nós faça sentido e transmita, muitas vezes, o que sentimos.

Sorte (ou azar), o meu duc in altum surge numa semana cheia de alegrias, entusiasmos, novidades. Numa semana que foi de confronto mas também foi de entrega. Numa semana em que o sim foi mais forte e mais evidente. Na semana em que fui ordenado diácono. E é um pouco desta semana que quero partilhar. [continuar a ler]

O amor tudo vence

O amor tudo vence

O mundo é maravilhoso, cheio de coisas agradáveis e de pessoas fantásticas. Mas, por vezes, a vida pode ser um autêntico cenário de guerra, onde a luta parece ser a única hipótese de salvação. As dificuldades são tantas que parece impossível que as consigamos superar. As crianças pintam o céu de azul, contrastando com um radioso sol amarelo: é assim que elas olham a realidade que as circunda. E ainda bem! É esta alegria, a das crianças, que devemos carregar nos ombros sob a forma de cruz. O Evangelho não é, senão isso: a alegria do amor, que tudo vence! [continuar a ler]

Acorda o desejo que há em ti

Acorda o desejo que há em ti

O ano está repleto de ciclos que se vão repetindo quase por automatismo. Ano após ano, um após o outro, havendo apenas brecha para parcas alterações no decurso dos dias que se propõem.

Num Seminário não é diferente, novembro passa a ter o nome de uma semana que nos vai permitindo fazer uma bela descoberta de lugares e rostos que podem bem ser a nossa próxima casa. A Semana dos Seminários é uma experiência única durante o ano no Seminário, no decurso dos dias de quem se prepara para aquilo que todos os dias lhe é proposto.

Numa casa grande, tal qual como no Seminário, há muitos corredores, mas num destes muitos corredores que a atravessam há uma coletânea de cartazes emoldurados que vão sendo fixados na parede ano após ano e que nos vão guiando no percurso. É de um deles que vos quero falar. Em 1992 para a semana de oração pelas vocações foi criado um cartaz que tem no seu centro um imperativo que nos pode – não raras vezes- provocar-nos certo incómodo: “Deixai-vos seduzir pelo eterno”. Ora, o eterno ésempre diferente daquilo que imaginávamos há um tempo atrás, é como um horizonte que nos guia, capaz

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Um barro que nunca seca…

Um barro que nunca seca…

Sempre sonhei que no céu haveria uma olaria onde Deus passa os dias sentado na roda. E lá nos moldaria a cada dia que nasce, como vasos novos. Um Oleiro paciente, que não desiste, mesmo que o vaso criado apareça com uma fenda. Ele sabe que os seus vasos são de massa frágil, mas mesmo assim coloca-os sempre na roda, como se fosse a primeira vez que os tocasse. Felizes os vasos que se deixam moldar… não será este um passo importante para o caminho da santidade? A humildade de nos deixarmos moldar. A cada dia que amanhece, podermos dizer: “ Eis aqui Senhor este vaso frágil, molda-me com as Tuas mãos de misericórdia”. O vaso nunca será perfeito enquanto sentir vergonha das suas fendas; enquanto tiver receio de se deixar cair na roda; enquanto não souber que só descansa no calor das mãos do Oleiro.

Dá-me, Senhor, esta humildade! Quero ser barro abandonado ao teu molde; recria-me quantas vezes achares preciso… até que eu seja aquele vaso perfeito por que Tu anseias.

Sou teu, Divino Oleiro.

 

Aurélio Sousa

6º Ano [continuar a ler]