Que parte de Deus ainda te falta amar?

Que parte de Deus ainda te falta amar?

Na Liturgia da Palavra das últimas semanas, temos escutado uma coleção de respostas de Jesus aos fariseus que, de domingo a domingo, teimosamente, abordam Jesus com perguntas ambíguas, à espera de um raciocínio mal construído para O poderem condenar, por atentado à lei.

Os fariseus abordam Jesus nos mais diferenciados domínios da sociedade: na justiça, na política, na religião… e de pergunta em pergunta, como não conseguem ver para além do seu umbigo e das suas zonas de conforto, ou do alto dos seus pódios, não aceitam as respostas renovadoras e comprometedoras de Jesus. [continuar a ler]

Amar, porque não?

Amar, porque não?

Amor é uma palavra de que o mundo de hoje não pode prescindir. Aliás, nunca pôde. A ela voltamos sempre, por absoluta necessidade, mesmo que o tema pareça esgotado. Quando pudermos mostrar aos nossos irmãos que os amamos deveras, então estará quase pronto o anúncio do Evangelho. Quem não se sente amado não pode amar nem entender o Amor maior de que queremos dar testemunho todos os dias da nossa vida. Aquele Amor que ressuscitou do sepulcro. [continuar a ler]

“Vinde, ó santo Espírito, (…) ”

“Vinde, ó santo Espírito, (…) ”

“Vinde, ó santo Espírito,
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.”

Esta estrofe deu início à sequência lida após a leitura II de domingo passado, onde celebrámos a solenidade do Pentecostes. Em todo o poema, podemos observar o pedido eminente para que este Espírito desça à terra e entre em nossos corações com o propósito de Deus vir em nosso auxílio e de Cristo estar sempre connosco como tinha prometido. Na minha freguesia, tínhamos por costume cantar este poema durante a coroação, o que tornava o momento bastante comovente. É por isso que todos os anos sinto uma nostalgia dos meus tempos de infância em que, ao chegar da escola, íamos a correr para o Império para ouvir rezar o terço e já sabíamos que a seguir a brincadeira entre amigos era certa. [continuar a ler]

O Espírito do Povo!

O Espírito do Povo!

“Não desprezeis a Fé grande, Senhor, com que vos rogamos,

Fazei como o Pai Divino, mas não que nós o mereçamos!” (Oração final do Terço cantado ao Divino Espírito Santo na ilha do Pico)

 

Há cinquenta dias atrás, Jesus levantou-se glorioso do sepulcro para voltar à vida entre nós. Há oitenta dias atrás levantou-se soberana e abatendo-se sobre o mundo, uma das maiores pandemias que o homem vira até hoje. [continuar a ler]

RECORDAR, FAZER ARDER, CONSCIENCIALIZAR

RECORDAR, FAZER ARDER, CONSCIENCIALIZAR

NÃO NOS ARDIA O CORAÇÃO QUANDO ELE NOS FALTAVA?

Esta talvez foi a maior tensão da sociedade contemporânea, após conflitos passados, que perduraram até à década de noventa. O supremo ser humano, o invencível, o autossuficiente, o absoluto, o incondicional, foi expugnado por um vírus, uma designação que a própria ciência tem dificuldades em catalogar, uma vez que não chega sequer a ser “vivo”; o homem viu-se derrotado por uma “partícula patogénica” e caiu, com ele, a sua hegemonia. [continuar a ler]

Peregrinação pelo Coração

Peregrinação pelo Coração

Nestes dias o calendário religioso apresenta-nos duas das mais populares devoções do povo açoriano, Nossa Senhora de Fátima e o Senhor Santo Cristo dos Milagres. As circunstâncias que vivemos não nos permitem ir em peregrinação aos seus santuários por meios físicos, mas temos a oportunidade de reaprender o sentido duma peregrinação. Aproveitando o mote proposto pelo Santuário de Fátima proponho uma breve reflexão sobre esta forma diferente de peregrinar. [continuar a ler]