A NOSSA ROSA

A NOSSA ROSA

Recordo com carinho de, há uns anos atrás, era eu “pequeno”, oferecerem-me um livro intitulado O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. Um livro pequenino, com relativamente poucas páginas, acompanhado da seguinte dedicatória: “E se um livro é um bom amigo, este é um amigo que cresce com a gente …”. Mal sabia eu a grande lição que aquele simples livro me trazia, escondida nas suas páginas.

Passados alguns anos, porque só agora falo dele? Porque realmente ele cresceu comigo. Cresceu comigo e acompanha-me. Cresceu comigo e fez-me descobrir a minha rosa. A rosa é o que de mais importante o Principezinho tem no seu planeta, mas basta-lhe. E basta-lhe porquê? Porque foi o tempo que ele dedicou à rosa que a tornou tão importante. Depois de andar por tantos planetas, de conhecer tantas e tantas personagens que fizeram parte do seu itinerário, ele volta ao seu planeta e basta-lhe a rosa, a sua rosa. [continuar a ler]

(Nem) Todos os rios nascem nas nuvens

(Nem) Todos os rios nascem nas nuvens

Quando as emoções caem sob a forma de chuva, que rios é que nascem? Uma pequena gota de chuva, dançando em desfiladeiro abaixo, encontra outra pequena gota de chuva. De mãos dadas, formam apenas uma: morrem para que haja algo maior. Só um ouvido atento, um coração que, mais do que ouvir, sabe escutar, consegue sentir as vibrações cintilantes e harmónicas das inúmeras gotas de água que escorrem das nuvens e que trazem consigo uma mensagem de esperança e de renovação de todas as coisas. Um coração que sabe escutar, é capaz de perceber que a vida brota de pequenas coisas: de pequenas gotas que se descobrem, num propósito único, desfiladeiro abaixo, formando cada vez mais e maior corrente. [continuar a ler]

A NOSSA (IN)PREPARAÇÃO DE GERAR

A NOSSA (IN)PREPARAÇÃO DE GERAR

«Fiz de mim o que não soube»

É talvez um inusitado e arriscado começo para tentar falar sobre vocação e natividade. Expostas estas duas premissas que nos parecem tão absortamente equidistantes por relação à citação roubada a Álvaro de Campos na Tabacaria de Pessoa, parece-me feliz, se partindo dela pudermos falar do humano exemplo de Maria perante tão sublime epifania, anúncio, que nos faz exaltar nesta época do ano.
A vocação seja talvez a capacidade de acolhermos na nossa totalidade aquilo não sabemos. Uma forma de recriação passiva, quanto ativa. Não é algo imposto ou que nos caia em cima como um fado. Seja talvez sugestão de uma fania que quer alterar o percurso quotidiano dos nossos dias, da nossa vida, como aconteceu com Maria de quem Jesus haveria de ser dado à luz do nosso olhar, da nossa fé, da nossa contemplação. [continuar a ler]

OLHANDO A SOCIEDADE ATUAL

OLHANDO A SOCIEDADE ATUAL

Olhando a sociedade atual, materialista e consumista, onde o valor da pessoa humana é cada vez menor, podemos dizer que a missão do Redentor está longe de estar concluída. Esta torna-se cada vez mais necessária e urgente como forma de contradição nessa mesma sociedade. Porém são cada vez menos os operários para uma messe enorme, para uma ceara onde o joio cresce a um ritmo superior ao do trigo.

Assim o Seminário de Angra levou a cabo mais uma vez o mandato do Senhor: «ide e fazei discípulo…» para estarem ao serviço do Reino. [continuar a ler]

UM RECADO

UM RECADO

“Quando assistires à retirada dos andaimes contempla – é claro – o edifício que surge. Mas pede pelos andaimes, pois é duro servir de suporte à construção, ser necessário à obra, e na hora da festa ser retirado como entulho!” D. Hélder Câmara

O Cristão deve ser como um andaime. É aquele que ajuda a construir, a formar tudo e todos mesmo que não seja o centro da festa. Neste início de semana dos seminários e dia em que celebramos os 156 anos da fundação do Seminário, recordemos e rezemos por todos os “andaimes” esquecidos, não só os que nesta casa construíram mas também por todos os outros “andaimes” que nos formam e formaram. Continuemos a pedir ao Senhor da Messe que continue a mandar mais trabalhadores pois existem ainda muitos “edifícios” por contruir.

Igor Oliveira

5º Ano [continuar a ler]

Oração da Tarde

Oração da Tarde

Hino de Vésperas

O dia vai a declinar

A noite vai chegando calma

Mas não deixeis Senhor

Que se apague a luz da alma

Protegei-nos ó Criador

A nós e também aos nossos irmãos

Que sintamos o pulsar

Das vossas mãos

Só por vossa caridade

Que tudo fizestes do nada

É que amanhã nascerá

O esplendor da madrugada

Do pecado hoje feito

Limpai-nos oh Bom Deus

Que dignamente cantemos

A vossa glória nos céus

Gloria a Vós, Pai de Bondade

E ao Filho o Redentor

Que sois Santíssima Trindade

Com o Espírito de Amor.

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