A NOSSA (IN)PREPARAÇÃO DE GERAR

A NOSSA (IN)PREPARAÇÃO DE GERAR

«Fiz de mim o que não soube»

É talvez um inusitado e arriscado começo para tentar falar sobre vocação e natividade. Expostas estas duas premissas que nos parecem tão absortamente equidistantes por relação à citação roubada a Álvaro de Campos na Tabacaria de Pessoa, parece-me feliz, se partindo dela pudermos falar do humano exemplo de Maria perante tão sublime epifania, anúncio, que nos faz exaltar nesta época do ano.
A vocação seja talvez a capacidade de acolhermos na nossa totalidade aquilo não sabemos. Uma forma de recriação passiva, quanto ativa. Não é algo imposto ou que nos caia em cima como um fado. Seja talvez sugestão de uma fania que quer alterar o percurso quotidiano dos nossos dias, da nossa vida, como aconteceu com Maria de quem Jesus haveria de ser dado à luz do nosso olhar, da nossa fé, da nossa contemplação. [continuar a ler]