Parábola da rede (Mt 13,47-52)

Tu apanhas estranhos peixes!
Senhor,
certamente, és Tu o chefe da pesca!
Mas à força de lançar as tuas redes não importa para onde,
nas águas pantanosas,
nas águas estagnadas ou poluídas,
e nos fundos do mar cheios de restos,
tenho bem a impressão
de que Tu vais apanhar estranhos peixes!
Senhor,
a Tua Igreja pesca demasiado,
ela introduz não importa o quê nas tuas redes:
extremistas de todos os lados,
revolucionários, iluminados,
saídos da prisão, prostitutas,
drogados…
Tenho muito a impressão
de que Tu vais apanhar estranhos peixes!
Não te preocupes com o conteúdo das minhas redes.
Eu te fiz pescador de homens.
Atravessa todos os mares do mundo,
não temas nem as águas profundas, nem as águas agitadas,
por todo o lado lança as redes da Minha Palavra.
Não digas nunca: aqui eu nunca apanhei nada,
ou: ali os peixes são maus ou demasiado pequenos!
Lança as redes do amor,
largamente, incansavelmente.
A triagem, sou Eu que a farei
quando reunir redes e cestos na margem da eternidade.
