INTERMITÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO

INTERMITÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO

Em que pilar assenta a fé da Igreja Católica e Cristã, para além de Deus? Os que estão mais afastados da Igreja, seja ela espiritual ou física, normalmente nem colocam essa questão, não é do seu interesse. A questão só se torna cativante se for para criar mais um “Código Da Vinci 2” ou algo semelhante. Mas sei que alguns fiéis que frequentam os templos cristãos, mas sobretudo os templos católicos, também pouca ou nenhuma resposta têm para dar a esta questão. Permiti-me, caro(a) leitor(a), que traga, para o meio da nossa conversa, José Saramago, para que possa dar o seu veredicto. Sim, ele que se diz ateu e adverso à Santa Igreja, talvez nos possa ajudar. [continuar a ler]

A NOSSA ROSA

A NOSSA ROSA

Recordo com carinho de, há uns anos atrás, era eu “pequeno”, oferecerem-me um livro intitulado O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. Um livro pequenino, com relativamente poucas páginas, acompanhado da seguinte dedicatória: “E se um livro é um bom amigo, este é um amigo que cresce com a gente …”. Mal sabia eu a grande lição que aquele simples livro me trazia, escondida nas suas páginas.

Passados alguns anos, porque só agora falo dele? Porque realmente ele cresceu comigo. Cresceu comigo e acompanha-me. Cresceu comigo e fez-me descobrir a minha rosa. A rosa é o que de mais importante o Principezinho tem no seu planeta, mas basta-lhe. E basta-lhe porquê? Porque foi o tempo que ele dedicou à rosa que a tornou tão importante. Depois de andar por tantos planetas, de conhecer tantas e tantas personagens que fizeram parte do seu itinerário, ele volta ao seu planeta e basta-lhe a rosa, a sua rosa. [continuar a ler]

(Nem) Todos os rios nascem nas nuvens

(Nem) Todos os rios nascem nas nuvens

Quando as emoções caem sob a forma de chuva, que rios é que nascem? Uma pequena gota de chuva, dançando em desfiladeiro abaixo, encontra outra pequena gota de chuva. De mãos dadas, formam apenas uma: morrem para que haja algo maior. Só um ouvido atento, um coração que, mais do que ouvir, sabe escutar, consegue sentir as vibrações cintilantes e harmónicas das inúmeras gotas de água que escorrem das nuvens e que trazem consigo uma mensagem de esperança e de renovação de todas as coisas. Um coração que sabe escutar, é capaz de perceber que a vida brota de pequenas coisas: de pequenas gotas que se descobrem, num propósito único, desfiladeiro abaixo, formando cada vez mais e maior corrente. [continuar a ler]

Coro do Seminário fez Concerto de Reis na Câmara de Angra

Coro do Seminário fez Concerto de Reis na Câmara de Angra

Iniciativa é aberta ao público em geral

O Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra recebeu dia 6 o Coro do Seminário Episcopal de Angra para um Concerto de Reis.

A iniciativa aberta ao público teve inicio às 21h00.

O Coro do Seminário, composto por 22 vozes e regido pelo Reitor, Pe. Hélder Miranda Alexandre, interpretou um repertório composto por peças que habitualmente se cantam nas celebrações litúrgicas diárias

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Juventude, formação e reorganização territorial da diocese marcam ano de 2018 na diocese de Angra

Juventude, formação e reorganização territorial da diocese marcam ano de 2018 na diocese de Angra

Bispo realizou visitas pastorais a quatro ilhas

O ano que agora termina foi marcado pelas decisões do Conselho Presbiteral e ratificadas depois pelo Conselho Pastoral Diocesano sobre a necessidade de formação do Povo de Deus na diocese de Angra, partilhando-a entre leigos e presbíteros. A criação da Escola de Formação Cristã de Ouvidoria e a reativação do Instituto Católico de Cultura, no ano em que cumpre o 25º aniversário, foram neste contexto os dois principais instrumentos definidos ao nível diocesano para implementar esta formação, verificando-se já muitas iniciativas em praticamente todas as ouvidorias ao nível da formação. Recorde-se que para isto contribuiu a ação da recém criada Vigararia Episcopal da Formação que criou uma série de subsídios pastorais seja para leigos, centrados na constituição conciliar Lumen Gentium seja para o clero, desenhados a partir da nova Ratio Fundamentallis, que foram distribuídos pelas 16 ouvidorias e que servem agora para debates, conferências, assembleias de leigos ou simples encontros formativos.

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A NOSSA (IN)PREPARAÇÃO DE GERAR

A NOSSA (IN)PREPARAÇÃO DE GERAR

«Fiz de mim o que não soube»

É talvez um inusitado e arriscado começo para tentar falar sobre vocação e natividade. Expostas estas duas premissas que nos parecem tão absortamente equidistantes por relação à citação roubada a Álvaro de Campos na Tabacaria de Pessoa, parece-me feliz, se partindo dela pudermos falar do humano exemplo de Maria perante tão sublime epifania, anúncio, que nos faz exaltar nesta época do ano.
A vocação seja talvez a capacidade de acolhermos na nossa totalidade aquilo não sabemos. Uma forma de recriação passiva, quanto ativa. Não é algo imposto ou que nos caia em cima como um fado. Seja talvez sugestão de uma fania que quer alterar o percurso quotidiano dos nossos dias, da nossa vida, como aconteceu com Maria de quem Jesus haveria de ser dado à luz do nosso olhar, da nossa fé, da nossa contemplação. [continuar a ler]