Qual o verdadeiro valor da vida humana?

Qual o verdadeiro valor da vida humana?

A vida humana tem vindo a deparar-se com vários atentados contra si mesma ao longo da história. Hoje em dia está na moda a defesa da eutanásia, porém qual o valor da vida humana? Será apenas o valor da utilidade económica? Será o valor das estatísticas da qualidade de vida? Poderá a vida ser avaliada por critérios subjetivos e individuais?

A vida é um dom, algo que é dado ao ser vivo sem este ter merecimento prévio para tal. Ninguém pede para nascer. Então porquê dizer «tenho o direito a morrer» se não fui eu que pedi para nascer? A resposta está na sociedade, onde cada pessoa é vista como um mero membro que pode contribuir para o crescimento da mesma. Quando deixa de ser «útil» a este crescimento, deixa de ter dignidade para viver. [continuar a ler]

Ecce Homo… ecce spes

Ecce Homo… ecce spes

Que cinzel terá esculpido este rosto?

Que engenho terá concebido este olhar tão humano de Deus?

Umas vezes triste… outras reservado…

Quem se atreve a racionalizar o mar de gente que o venera…

Aquele sábado de silêncio ensurdecedor…

Dos gritos viscerais de mães que de joelhos lhe agradecem e pedem… [continuar a ler]

Os jovens de hoje

Os jovens de hoje

Ao aproximar o sínodo dos bispos sobre os jovens decidi escrever algo sobre os jovens de nossos dias e sobre as famílias.

Muitos adultos e idosos acusam a juventude de nossos dias de andarem por maus caminhos e sem futuro, pois não respeitem ninguém e fazem o que bem entendem.

Se recuarmos no tempo, verificamos que esse problema não vem de hoje nem de ontem, mas que sempre existiu e podemos verificar pelas palavras de Sócrates (470-399 a.C.): “Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados, desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos, se passam o tempo a falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem os pais, apresentam-se em sociedade com enfeitos estranhos. Apressam-se a ir para a mesa e comem os acepipes, cruzam as pernas e tiranizam os seus mestres”. [continuar a ler]

A aventura da vida

A aventura da vida

A aventura da vida é tão bonita de ser vivida. O perceber, a cada manhã, que Deus nos dá o dom da existência para podermos contemplar o mundo e amar aqueles que estão ao nosso redor é deveras algo desafiante e belo.

Esta aventura, guiada pela Estrela Polar, é um mistério e ao mesmo tempo uma certeza – a de que o Amor é o chão que calcamos, a intimidade com a Vida é o ânimo do nosso espírito. Para embarcarmos nessa aventura é necessário deixarmo-nos tocar pela humildade, pelo saber que tudo é mero dom e gratuidade. Que ao passar pelos verdes campos da existência as flores que nos sorriem não são posse nossa, mas algo belo e frágil colocado lá para nos fazer guiar pelo seu perfume. Perfume que inebria e seduz – elas simplesmente nos deixam o odor do Criador que deixa assim a sua presença indelével e precedente. [continuar a ler]

D. João Lavrador instituiu Fábio Carvalho, seminarista do 5º ano, no ministério de acólito

D. João Lavrador instituiu Fábio Carvalho, seminarista do 5º ano, no ministério de acólito

O bispo de Angra desafiou esta manhã os cristãos açorianos a serem capazes de levar a boa nova, enfrentando as adversidades do mundo sem medo.

Na homilia da missa a que presidiu neste domingo do Bom Pastor, na paróquia de São Pedro da Ribeirinha, na ilha Terceira, onde instituiu o seminarista do 5º ano Fábio Carvalho no ministério de acólito, D. João Lavrador recordou que é preciso ter “coragem” para “proclamar a boa nova sem medo”.

“Importa proclamar com coragem, sem medo dos obstáculos que se colocam hoje à mensagem do Evangelho, perante tantas mentes obscurecidas e corações atrofiados, que não há outro salvador que não seja Jesus Cristo”.

O Prelado lembrou que tal como ao tempo da igreja primitiva também [continuar a ler]

Porque vim para o Seminário?

Porque vim para o Seminário?

Uma pergunta à qual não sei bem responder. Sei apenas que uma música me seduziu e me atraiu até Alguém. Essa música, lentamente, conduziu-me a este lugar, pois, julgo eu, aqui, de forma mais plena, poderei responder ao apelo dessa música.

Mas que música é esta? Que apelo me lança? É tão suave… é leve… dá sentido àquilo que sou e penso, dá forma aos meus projetos. Esta música só pode ter sido criada pelo Compositor de tudo, por Aquele que nos chama a todos e, para todos, tem um projeto particular. Ao que parece, para mim, deu-me este: SEGUI-LO, sem volta a dar, sem reticências, que tantas vezes atrapalham, sem mas, nem porquês; apenas segui-l’O. Ele é a causa desta viagem que agora começo. Abandonei o porto, mas, por vezes, apetece-me voltar e prender a corda de novo, deixar-me ficar… As “asperezas do caminho”, como diz o hino, prendem-me, não me deixam avançar e fazem-me pensar que não será possível chegar à outra Margem. Também não posso deixar que a esperança que tenho de chegar Lá fique fechada para mim, tenho de anunciá-la a todos. É preciso gritar bem alto que há outra Margem, que esta não é aquela [continuar a ler]