Parábola do Semeador (Mt 13,1-23)

O Semeador saiu para lançar a sua semente
Senhor, desde a aurora da criação,
Tu não te cansas nunca de semear.
Pelo teu Espírito, no decurso da nossa longa história,
Tu semeaste no coração
e na inteligência dos humanos,
nos seus mitos, suas cosmogonias
e suas canções,
nas suas filosofias, suas sabedorias
e suas aspirações,
nos textos e ritos das suas religiões…
Lancinantes interrogações, balbuciantes aproximações,
respostas provisórias, fulgurantes intuições…
Hoje também, Tu não cessas de semear,
na terra do biólogo que se interroga sobre a origem da vida,
na terra do poeta que perscruta o indizível,
na terra do homem em oração que espreita o Invisível,
na terra dos sedentos de justiça
e nos construtores de paz,
na terra dos doentes, dos mendigos e libertinos…
Mas sobretudo Senhor,
para fecundar a nossa terra,
um dia,
Tu decidiste enviar a Tua Palavra,
o Teu próprio Filho, Jesus,
na margem dos humanos.
Ele saiu da Tua Casa paterna
para semear a Tua vida e o Teu amor,
a Tua esperança, a Tua alegria e a Tua paz.
Ele é, doravante, o Semeador e a Semente
introduzida no coração da nossa terra
e na terra do nosso coração.
Terra lavrada, coração abatido,
terra sensível e coração aberto,
terra fria e coração fechado,
terra fértil e coração generoso.
Por todo o lado, ontem e hoje,
no coração de todos os humanos
e de todas as civilizações,
o Teu Filho continua a semear
as sementes da Tua Eternidade.
N´Ele, o inacreditável já está realizado,
a história já está concluída.
