Orar com as Parábolas: Parábola da ovelha perdida (Lucas 15,4-8)

Parábola da ovelha perdida (Lucas 15,4-8)

Que história para uma ovelha perdida!

 No fim de contas,

perder uma ovelha quando se possui mais de cem,

não é uma catástrofe!

Mas para ti, Senhor,

vários milhares de seres humanos

não impedem cada um de ser único a teus olhos.

 

Senhor,

tu que encontras, sem nunca te cansar,

os pecadores, os publicanos, as prostitutas,

os doentes e as pessoas humildes…

Alarga o meu olhar tão limitado,

eu, que já tenho dificuldade em reconhecer as pessoas do meu bairro.

 

Senhor,

tu, que pelo teu olhar, os teus gestos, a tua vida inteira,

revelas a cada um,

que o Reino do amor se aproximou dele,

abre o meu coração tão estreito,

a fim de que, mesmo perdido no anonimato das multidões,

nenhum rosto não me seja nunca insignificante.

 

Senhor, concede-nos a coragem de dar os primeiros passos

para ir ao encontro de todos os perdidos.

Perdidos nos desertos do álcool,

nos desertos da prostituição e das prisões,

perdidos nos desertos da solidão e da angústia,

nos desertos das falsas riquezas ou das mundanidades,

do tempo perdido ou do tempo estragado.

 

Senhor,

concede-nos a íntima e divina convicção

de que todo o homem é único.

Então nós teremos a coragem

de sair da sombra das nossas torres

para ousar encontrar

tantos homens e mulheres,

excluídos, dececionados, céticos ou hostis

que vivem à margem de toda a religião.

 

Concede-nos bastante respeito e delicadeza

para ser sinais, humildes e discretos

de que, para eles também,

o Reino do teu amor chegou.

 

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