Faleceu hoje o distinto Picaroto Ermelindo Ávila.

Ermelindo Ávila nasceu na vila das Lajes, no Pico, a 18 de Setembro de 1915. Casou com Olga Lopes Neves, já falecida, e teve nove filhos. Era Comendador da Ordem de Mérito (Presidência da República) e recebeu a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores.

Estudou Filosofia no Seminário de Angra e, entre 1938 e 1954, foi ajudante do Cartório Notarial e dos serviços de Registos e do Notariado. Em 1940 foi nomeado Administrador do Concelho das Lajes do Pico e Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal. Em 1941 é nomeado Presidente da Câmara do mesmo concelho de cujas funções foi exonerado por divergências políticas. Ingressou no quadro administrativo da Câmara Municipal das Lajes do Pico em 1954. Foi chefe de secretaria da Câmara Municipal da Madalena e na Câmara Municipal das Lajes do Pico, onde se aposentou em 1984 como Assessor Autárquico.

Recebeu a medalha de prata do concelho, pelos serviços prestados durante 46 anos e, nas comemorações do V Centenário do concelho das Lajes do Pico, foi-lhe entregue a chave número um do Município.

Ermelindo Ávila iniciou a sua atividade jornalística em 1932, no semanário O Dever, de que foi editor entre 1938-1954, e tem colaboração dispersa por vários jornais e rádios regionais. Foi também correspondente dos jornais O Século e Diário de Notícias de Lisboa.

Proferiu palestras sobre a história e cultura picoenses na ilha do Pico, noutras ilhas açorianas e em comunidades emigrantes dos Estados Unidos e Canadá.

As suas últimas obras lançadas foram A Matriz da Santíssima Trindade das Lajes do Pico (2017), Culto Mariano na Ilha do Pico (2016), Nossa Senhora de Lourdes (2015) e A Terra e o Mar. Crónicas do meu sentir (2015).

Ainda no passado dia 25 de Abril, aos 102 anos, lançou o seu 31º livro intitulado “Crónicas e Contos de Natal do Avô Ermelindo”, cuja apresentação ficou a cargo de Alexandra Ávila, sua neta.