Recordo com carinho de, há uns anos atrás, era eu “pequeno”, oferecerem-me um livro intitulado O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. Um livro pequenino, com relativamente poucas páginas, acompanhado da seguinte dedicatória: “E se um livro é um bom amigo, este é um amigo que cresce com a gente …”. Mal sabia eu a grande lição que aquele simples livro me trazia, escondida nas suas páginas.

Passados alguns anos, porque só agora falo dele? Porque realmente ele cresceu comigo. Cresceu comigo e acompanha-me. Cresceu comigo e fez-me descobrir a minha rosa. A rosa é o que de mais importante o Principezinho tem no seu planeta, mas basta-lhe. E basta-lhe porquê? Porque foi o tempo que ele dedicou à rosa que a tornou tão importante. Depois de andar por tantos planetas, de conhecer tantas e tantas personagens que fizeram parte do seu itinerário, ele volta ao seu planeta e basta-lhe a rosa, a sua rosa.

E eu descobri qual era a minha rosa. Guardada, como a do Principezinho estava guardada numa redoma, lá estava a minha rosa. Mas ao contrário da rosa do Principezinho, eu tinha escondido a minha. Por medo que fosse frágil ou por achar que era tão insignificante e que eu precisava de mais coisas que preenchessem o meu planeta.

Mas o meu planeta, tão pequeno, só precisava dela. Foi então que descobri que a minha rosa era Deus. Deus, que eu teimava que ficasse escondido e não mudasse o meu planeta. Mas, como o Principezinho dizia, eu tinha que ver com o coração. O essencial estava invisível aos olhos. E o essencial era cuidar desta rosa, fazê-la crescer no meu planeta, na minha vida. Olhá-la, contemplá-la e torná-la o centro da minha vida.

E a minha rosa não me deixou. Continuou no meu planeta e mudou-o para sempre. Nunca mais será o planeta de há uns anos atrás. E eu quero que ela cresça cada vez mais, que dê semente para que mais planetas a possam ter. Não posso dizer, como o Principezinho, que a minha rosa é a única no mundo, mas posso dizer que para mim é única.

E tu, já descobriste a tua rosa?

 

Sandro Costa

5º Ano