‘Impelidos pelo Espírito para a missão’ é o título da mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial da Oração pelas Vocações que nos Açores será celebrado com vigílias de oração um pouco por todo o arquipélago, no dia 6 de maio.

Esse é, de resto, o desafio lançado pelo Reitor do Seminário de Angra que acaba de enviar aos sacerdotes diocesanos os vários subsídios para a celebração deste dia.

O pe. Hélder Miranda Alexandre pede a “dedicação a esta causa” de todas as comunidades paroquiais e lembra que na ilha Terceira ocorrerá, no dia 6 de maio, por volta das 20h30, uma Vigília de Oração pelas Vocações, na Paróquia de Nossa Senhora das Mercês, na Feteira.

No dia 7 de Maio, Dia Mundial da Oração pelas Vocações, 17h00, a Paróquia de S. Pedro da Ribeirinha, também na Ilha Terceira, celebrará a Instituição no Ministério de Acólito do Nuno Fidalgo, aluno do 5º ano do Seminário, natural da Paróquia das Furnas, e dos candidatos ao diaconado permanente, Henrique Lima e Heriberto Brasil.

“Para que as iniciativas não se cinjam à Ilha Terceira, solicitamos que nos acompanhem com outras iniciativas, para as quais poderá contar com o apoio deste Serviço e do Seminário de Angra”refere o sacerdote na comunicação que acaba de dirigir a todos os padres diocesanos insulares.

Durante esta quinzena é de fundamental importância que estejamos unidos em oração”.

Na mensagem para este dia o Papa Francisco sublinha a “dimensão missionária da vocação cristã”.

“O compromisso missionário não é algo que vem acrescentar-se à vida cristã como se fosse um ornamento, mas, pelo contrário, situa-se no âmago da própria fé. A relação com o Senhor implica ser enviados ao mundo”, escreve Francisco.

A mensagem sublinha que “todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho”, e isto “vale de forma particular” para as pessoas chamadas a uma “especial consagração e também para os sacerdotes”.

Francisco considera importante “aprender do Evangelho o estilo de anúncio” e que a pessoa não se deixe levar “por um certo frenesim de poder “, mesmo com a “melhor das intenções”.

“O Evangelho, pelo contrário, convida-nos a rejeitar a idolatria do sucesso e do poder, a preocupação excessiva pelas estruturas e uma certa ânsia que obedece mais a um espírito de conquista que de serviço”, disse o Pontífice.

O povo de Deus “precisa de ser guiado” por pastores que “gastam a sua vida ao serviço do Evangelho” e pede às comunidades paroquiais, associações e grupos de oração que peçam “ao Senhor que mande operários para a sua messe e nos dê sacerdotes enamorados do Evangelho”.

“Com renovado entusiasmo missionário, são chamados a sair dos recintos sagrados do templo, para consentir à ternura de Deus de transbordar a favor dos homens”, acrescenta, assinalando que a Igreja precisa de sacerdotes “confiantes e serenos”.

Segundo Francisco, hoje é possível “voltar a encontrar o ardor do anúncio e propor” o seguimento de Cristo, sobretudo os jovens.

“Face à generalizada sensação duma fé cansada ou reduzida a meros ‘deveres a cumprir’, os nossos jovens têm o desejo de descobrir o fascínio sempre a atualidade da figura de Jesus, de deixar-se interpelar e provocar pelas suas palavras e gestos”, afirma.

In Igreja Açores