Orar com as Parábolas: Parábola do filho pródigo (Lc 15,11-32)

Parábola do filho pródigo (Lucas 15,11-32)

Eu quis fazer a minha vida completamente só!

Filho pródigo, filho ingrato,

eu cortei a relação contigo, meu Pai.

Eu quis fazer a minha vida completamente só!

Inventar a minha felicidade longe de Ti!

Eu não tinha compreendido a gratuidade do Teu amor

que era a minha casa, a minha riqueza e a minha vida.

Eu quis apoderar-me da herança, imediatamente,

completamente só para mim.

Eu levei os teus dons como um débito.

Tu não me disseste nada, Senhor.

Tu deixaste-me partir para o país longínquo dos meus sonhos,

onde desperdicei todos os teus bens.

Esta parcela de vida, esta parcela de amor,

eu as delapidei egoisticamente, gulosamente, animalescamente.

E quando tudo gastei,

uma grande fome sobreveio ao meu coração.

O pecado é o país da fome e do aborrecimento,

do desgosto e da privação.

Dececionado, insatisfeito, fechei as mãos no vazio.

Eu entrei em mim mesmo,

tive sede de outra coisa,

lembrei-me de Tua casa,

decidi levantar-me e voltar…

Tu deste por mim de longe,

tu esperavas-me de há muito tempo, na encruzilhada

dos meus caminhos!

Tu corres para mim, tu pões-me às tuas largas costas,

tu estás mais emocionado do que eu,

tu não me colocas nenhuma questão sobre o meu passado,

tu sabes que o teu filho está mal,

tu sabes que amarga experiência eu acabo de fazer,

tu dás-me um fato novo, sandálias novas,

tu estendes simplesmente uma toalha na mesa familiar

dizendo: comamos, façamos festa,

o meu filho voltou!

Obrigado, Senhor, a Ti, ó meu Pai,

a minha Casa,

o meu Amor,

a minha Vida,

eu não esquecerei nunca

que Tu não quiseste a humilhação do teu filho

porque tu queres que ele viva!

 

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