Encontro de verão do Seminário

Por David Carreiro

Foto: Elson Medeiros

“E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende”. (Mt 13,23)

Iluminados por estas palavras, nas quais Jesus nos apresenta a boa terra como imagem do coração que acolhe e põe em prática a Palavra de Deus, a comunidade do Seminário Episcopal de Angra reuniu-se na Unidade Pastoral de Achadinha, Achada e Sant´Ana, num encontro de acolhimento e fortalecimento da comunhão fraterna. Acolhidos pelo padre Jorge Sousa, pároco destas paróquias, os três seminaristas que estudam no Porto, juntamente com o reitor e o diretor espiritual do Seminário Episcopal de Angra, encontraram-se com os novos candidatos ao Ano Propedêutico, primeira etapa do seu percurso formativo. Nestes três dias, pudemos contemplar a beleza da criação, nas lindas paisagens do concelho do Nordeste, encontrando-nos com Aquele que nos chamou e nos congrega. Nos passeios, nas partilhas de vida e nas celebrações, todos testemunhamos que não fomos nós que O escolhemos; foi Ele quem nos atraiu e nos chamou.

Para além da receção dos novos elementos da nossa comunidade, creio que este encontro foi uma oportunidade para fortalecermos, desde já, a profunda união que nos liga: a pertença aos Açores e, por conseguinte, à Igreja Diocesana. Embora a formação decorra em comunhão com seminaristas de diversas dioceses, no Seminário Maior do Porto, permanece viva a consciência da pertença à Diocese de Angra, para a qual nos estamos a preparar para servir. Que este encontro tenha sido uma ocasião para enriquecer esta fraternidade e comunhão.

Merece especial nota e sincero agradecimento a forma como o Seminário foi acolhido nestas paróquias. Neste fim-de-semana de 10 a 12 de julho, sentimos ainda um pouco da vivência comunitária das suas gentes: o convívio com os acólitos, os seus pais e benfeitores, bem como a visita à Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) e aos enfermos, permitiram-nos conhecer e “mergulhar” na vida quotidiana de um sacerdote.

Nestas simples palavras escritas, fica registada a nossa gratidão às paróquias que nos acolheram, na pessoa do seu pároco, pelo extraordinário empenho, para que nos sentíssemos em casa. No verdejante e encantador Nordeste, encontramo-nos com Aquele que semeou a semente da vocação na nossa terra, no nosso coração. Que este encontro e as memórias que dele permanecem nos ajudem a cuidar da boa terra do nosso coração; para que, como testemunhas de Cristo, possamos dar muitos e bons frutos ao serviço da Igreja que peregrina nos Açores.

( David Carreiro é seminarista da diocese de Angra, a estudar no Porto, no 2º ano de Teologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto)

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