“Há sinais de esperança a que temos de estar atentos”- Padre Emanuel Valadão Vaz

O seminário de Angra vai acolher três novos candidatos- dois de São Miguel e um da ilha Terceira- que irão iniciar o ano propedêutico no Seminário do Porto, no próximo ano letivo, informou esta manhã o Reitor.
“Neste ano teremos três candidatos para o propedêutico, o que também nos ajuda a perceber que há sempre alguma coisa que está a surgir”, destacou o padre Emanuel Valadão Vaz numa entrevista a propósito da ordenação presbiteral de Fábio Silveira no próximo domingo.
Para o sacerdote, os números podem não ser elevados, mas revelam sinais de esperança.
“Há sempre um convite pessoal, pequenino, que depois se vai desabrochando e que precisa sempre de alguém que acompanhe”, referiu destacando a necessidade de se apostar numa pastoral vocacional de forma mais inteira.
“A questão vocacional precisa sempre de ser trabalhada, não só pelo Seminário, mas por todas as comunidades, e cada vez mais temos de perceber que esta questão vocacional é uma questão de todos”, afirmou.
Na sua perspetiva, o primeiro passo passa por reconhecer que a iniciativa pertence sempre a Deus. “Nunca esquecermos que este convite e o chamamento é de Deus, porque nós somos apenas instrumentos”, salientou.
Por isso, defende que toda a comunidade cristã é chamada a colaborar no discernimento e acompanhamento dos jovens.
No próximo domingo encerra-se por assim dizer um ciclo na história deste Seminário Episcopal que dará à diocese o último seminarista integralmente formado na instituição. Fábio Silveira foi ordenado diácono a 23 de novembro de 2025 e tem 37 anos. Natural do Pico, entrou no Seminário já numa fase adulta e passou os dois últimos anos da sua formação integrado em Paróquias, primeiro da ilha Terceira- São Sebastião e Fonte do bastardo- e agora na Povoação, em São Miguel.
Com a entrada de três novos alunos, o Seminário passa a ter seis seminaristas a estudar no Porto. Dois deles estão a terminar o primeiro ano de mestrado e o outro a terminar o primeiro ano de Teologia, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto.
“Precisamos de estar preparados para que neste chamamento que Deus vai fazendo possamos colaborar e cooperar no acolhimento, no acompanhamento e na ajuda ao discernimento”, frisou.
