Por Miguel Tavares

Não se pode enxergar a fé apenas com os olhos fixos na transcendência. A fé está profundamente enraizada na nossa humanidade. Está ligada, também, às nossas emoções, sentimentos e às nossas experiências humanas. A fé não é apenas uma “fonte” de conforto e de esperança, é uma procura constante pelo sentido da vida. Muitas vezes, uma procura inquietante. É uma procura quotidiana pela verdade. Qual é a minha verdade? “O que é a verdade?” (Jo 18,38).
A humanização da fé consiste em viver a nossa espiritualidade de uma forma vizinha, próxima, sensível e comprometida com a realidade da vida das pessoas. De uma forma encarnada. Mais do que seguir ritos ou normas, tradições ou costumes, a fé humanizada valoriza o cuidado com o outro, o saber escutar, a sermos empáticos e a saber amar a vulnerabilidade de cada pessoa.
No fundo, somos desafiados a viver, a colocar em prática o mandamento novo do Senhor Jesus. Acreditar é agir com compaixão, com justiça e caridade, transformando a fé num caminho que promove dignidade, esperança e amor nas relações do dia a dia.
Não há verdadeira experiência da fé desencarnada da vida e a fé é Jesus Cristo, vivo e ressuscitado!
