SEMINÁRIO EPISCOPAL DE ANGRA
ADMISSÃO AO SEMINÁRIO
Hoje, como sempre, Deus chama e quer precisar de mediações, como acontece em tantos episódios da História da Salvação, no passado e no presente. Cada um de nós, ao fazer a releitura da sua vocação, dá-se conta das pessoas que o bom Deus colocou nas nossas vidas e foram expressão da brisa suave do Espírito, que impele para o conhecimento de Jesus Cristo, razão primeira para quem O quer seguir mais de perto.
A alegria de ser padre, com as inevitáveis marcas do Crucificado e Ressuscitado, sob o selo da vida fraterna com sabor a Evangelho, continua a ser a melhor expressão do fermento vocacional.
Por isso, não podemos ter medo de propor a vocação ao sacerdócio ministerial, a partir do próprio testemunho de vida: no estômago de quem escuta os testemunhos pode parecer, como a Palavra de Deus, algo amargo, mas poderá acontecer que da sua “digestão” paciente possa vir a brotar nos lábios aquele “sim” doce para os ouvidos de quem espera Profetas e Pastores.
Inicialmente a possibilidade de um sim expressa-se de uma forma ténue e frágil perante o desconhecido, inclusive quase impercetível. Mas se a atração à pessoa de Jesus Cristo começa a ganhar corpo, então é preciso ajudar a ir mais longe.
No caso de conhecer algum jovem com o atrativo por Jesus Cristo, então é hora de encarnar o seu papel de mediador e fazer chegar ao Seminário este eco vocacional, dando conhecimento da situação, a fim de se iniciar o processo de acompanhamento.
Na verdade, o processo de Admissão de um candidato que coloca a hipótese de seguir Jesus Cristo em vista a ser padre exige, na fase inicial, uma cuidada atenção, de modo a evitar decisões apressadas e motivadas por razões de segunda ordem.
A presença do sacerdote, que esteja a presidir uma paróquia ou a exercer outra função no seu ministério, constitui uma mediação insubstituível e extremamente importante nesta primeira etapa do processo vocacional. Não podemos esquecer, igualmente, o papel da própria comunidade cristã que deve estar desperta aos sinais vocacionais dos mais novos.
Exigências na admissão
Assim, e referindo alguns dos requisitos, a Admissão ao Seminário, segundo o Código de Direito Canónico e a última Ratio Fundamentalis, permite-se aos candidatos que manifestem:
a) qualidades humanas e morais: civismo, fidelidade aos compromissos, justiça, amizade, responsabilidade, sentido de liberdade, cooperação com os outros, maturidade adequada à sua idade;
b) qualidades espirituais: amor para com Deus e para com o próximo;
c) suficientes e comprovadas qualidades intelectuais;
d) saúde física e psíquica, que pode ser verificada por testes médicos e psicológicos
e) reta vontade para o serviço a Deus e à Igreja. O sacerdócio ministerial não pode ser considerado como carreira profissional ou puro funcionalismo.
O Pré-Seminário
Todo aquele que quiser ingressar no Seminário terá de ser acompanhado no Pré-Seminário, pelo menos durante um ano. Esse acompanhamento será feito pela equipa do Pré-Seminário ou por alguém designado pela equipa.
Esta situação tornou-se mais necessária ainda após ter-se decidido que o Propedêutico seria feito, como todo o percurso académico no Seminário e Faculdade de Teologia do Porto.
Serão admitidos ao Propedêutico aqueles candidatos que sejam idóneos, que tenham completado o 12º ano de escolaridade e feito os exames de admissão à Universidade.
No caso de ainda não possuírem o 12º ano entram num regime de Pré-Seminário.
Documentação necessária
1 – Certidão de Baptismo e de Confirmação do próprio;
2 – Carta de recomendação do pároco;
3 – Certificado de estudos;
4 – Atestado médico ou Boletim de saúde;
5 – Cartão de Cidadão.
6 – Outros documentos que possam contribuir para a avaliação do candidato.
Poderá comunicar com o Reitor do Seminário através dos seguintes meios:
Tel: 962813145/email: p.emanuelvaz@gmail.com ou seminarioepiscopal@diocesedeangra.pt
O padre e a própria Comunidade cristã são fundamentais em todo este processo, que se quer sério e verdadeiro, pois poderão ser mediações de Deus na vida de um jovem que busca descobrir, a partir da sua vocação baptismal, o chamamento a ser padre.
