Sempre sonhei que no céu haveria uma olaria onde Deus passa os dias sentado na roda. E lá nos moldaria a cada dia que nasce, como vasos novos. Um Oleiro paciente, que não desiste, mesmo que o vaso criado apareça com uma fenda. Ele sabe que os seus vasos são de massa frágil, mas mesmo assim coloca-os sempre na roda, como se fosse a primeira vez que os tocasse. Felizes os vasos que se deixam moldar… não será este um passo importante para o caminho da santidade? A humildade de nos deixarmos moldar. A cada dia que amanhece, podermos dizer: “ Eis aqui Senhor este vaso frágil, molda-me com as Tuas mãos de misericórdia”. O vaso nunca será perfeito enquanto sentir vergonha das suas fendas; enquanto tiver receio de se deixar cair na roda; enquanto não souber que só descansa no calor das mãos do Oleiro.

Dá-me, Senhor, esta humildade! Quero ser barro abandonado ao teu molde; recria-me quantas vezes achares preciso… até que eu seja aquele vaso perfeito por que Tu anseias.

Sou teu, Divino Oleiro.

 

Aurélio Sousa

6º Ano