Ao longo da nossa caminhada, somos experimentados e, muitas vezes, colocados à prova. Na maioria das experiências, nós colocamos sempre a mesma questão: “Porquê eu e não outro?”.

Tudo se torna mais fácil quando deixamos de ser pertinazes e nos deixamos ir na barca. É tempo de acolher o que Ele nos oferece, quer as coisas que nos deixam com um sorriso nos nossos rostos, como também aquelas em que falhamos e guardamos no nosso mundo. Muitas vezes, quando colocamos a questão “Porquê eu e não outro?”, é porque não escutámos, mas, simplesmente, ouvimos.

Diariamente, somos convidados a receber Jesus na pessoa que te bate à porta, o que disse que precisava de falar contigo, o que te pede simplesmente um abraço…

Por inúmeras situações, inventamos desculpas esfarrapadas ou espreitamos por detrás das cortinas da janela para ver quem é que nos bate à porta e, por muitas vezes, negamos e mantemos a porta fechada com receio, ou então para não nos aborrecerem.

Com estas ações, negamos a nossa razão de viver, o Cristo Jesus.

Neste tempo da Quaresma, sejamos diferentes: façamos jejum do egoísmo, dos luxos, da soberba, e recebamos Jesus Cristo, não só na Eucaristia, mas naquele que te bate à porta e te pede auxílio.

Vamos enterrar o “homem velho” que há em nós, que não sabe receber Jesus deste modo, e que no grande dia, o dia do grito de Aleluia, possamos ressuscitar juntamente com Cristo e sermos “homens novos”, humildes, aceitando tudo o que Ele nos proporciona e deixando de colocar aquela questão: “Porquê eu?”

Sejamos humildes como o nosso Pai o é!