54º Dia Mundial das Vocações

30 de Abril a 14 de Maio de 2017

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 54º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

(7 de maio de 2017 – IV Domingo da Páscoa)

Tema: «Impelidos pelo Espírito para a missão»

Amados irmãos e irmãs! Nos anos passados, tivemos ocasião de refletir sobre dois aspetos que dizem respeito à vocação cristã: o convite a «sair de si mesmo» para pôr-se à escuta da voz do Senhor e a importância da comunidade eclesial como lugar privilegiado onde nasce, alimenta e se exprime a chamada de Deus. Agora, no 54º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, gostaria de me deter na dimensão missionária da vocação cristã. Quem se deixou atrair pela voz de Deus e começou a seguir Jesus, rapidamente descobre dentro de si mesmo o desejo irreprimível de levar a Boa Nova aos irmãos, através da evangelização e do serviço na caridade.

Todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho. Com efeito, o discípulo não recebe o dom do amor de Deus para sua consolação privada; não é chamado a ocupar-se de si mesmo nem a cuidar dos interesses duma empresa; simplesmente é tocado e transformado pela alegria de se sentir amado por Deus e não pode guardar esta experiência apenas para si mesmo: «a alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 21). Por isso, o compromisso missionário não é algo que vem acrescentar-se à vida cristã como se fosse um ornamento, mas, pelo contrário, situa-se no âmago da própria fé: a relação com o Senhor implica ser enviados ao mundo como profetas da sua palavra e testemunhas do seu amor. Se experimentamos em nós muita fragilidade e às vezes podemos sentir-nos desanimados, devemos levantar a cabeça para Deus, sem nos fazermos esmagar pelo sentimento de inaptidão nem cedermos ao pessimismo, que nos torna espetadores passivos duma vida cansada e rotineira. Não há lugar para o temor: o próprio Deus vem purificar os nossos «lábios impuros», tornando-nos aptos para a missão. «“Foi afastada a tua culpa e apagado o teu pecado!” Então, ouvi a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei? Quem será o nosso mensageiro?” Então eu disse: “Eis-me aqui, envia-me”» (Is 6, 7-8).

Cada discípulo missionário sente, no seu coração, esta voz divina que o convida a «andar de lugar em lugar» no meio do povo, como Jesus, «fazendo o bem e curando» a todos (cf. At 10, 38). Com efeito, já tive ocasião de lembrar que, em virtude do Batismo, cada cristão é um «cristóforo» ou seja, «um que leva Cristo» aos irmãos (cf. Francisco, Catequese, 30 de janeiro de 2016). Isto vale de forma particular para as pessoas que são chamadas a uma vida de especial consagração e também para os sacerdotes, que generosamente responderam «eis-me aqui, envia-me». Com renovado entusiasmo missionário, são chamados a sair dos recintos sagrados do templo, para consentir à ternura de Deus de transbordar a favor dos homens (cf. Francisco, Homilia na Missa Crismal, 24 de março de 2016).

A Igreja precisa de sacerdotes assim: confiantes e serenos porque descobriram o verdadeiro tesouro, ansiosos por irem fazê-lo conhecer jubilosamente a todos (cf. Mt 13,44). Com certeza não faltam as interrogações ao falarmos da missão cristã: Que significa ser missionário do Evangelho? Quem nos dá a força e a coragem do anúncio? Qual é a lógica evangélica em que se inspira a missão? Podemos dar resposta a estas questões, contemplando três cenas evangélicas: o início da missão de Jesus na sinagoga de Nazaré (cf. Lc 4, 16-30); o caminho que Ele, Ressuscitado, fez com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35); e, por último, a parábola da semente (cf. Mc 4, 26-27).

Jesus é ungido pelo Espírito e enviado. Ser discípulo missionário significa participar ativamente na missão de Cristo, que Ele próprio descreve na sinagoga de Nazaré: «O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-Me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (Lc 4, 18-19). Esta é também a nossa missão: ser ungidos pelo Espírito e ir ter com os irmãos para lhes anunciar a Palavra, tornando-nos um instrumento de salvação para eles. Jesus vem colocar-Se ao nosso lado no caminho.

Perante as interrogações que surgem do coração humano e os desafios que se levantam da realidade, podemos sentir-nos perdidos e notar um défice de energia e esperança. Há o risco de que a missão cristã apareça como uma mera utopia irrealizável ou, em todo o caso, uma realidade que supera as nossas forças. Mas, se contemplarmos Jesus Ressuscitado, que caminha ao lado dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-15), é possível reavivar a nossa confiança; nesta cena evangélica, temos uma autêntica e real «liturgia da estrada», que precede a da Palavra e da fração do Pão e nos faz saber que, em cada 2 passo nosso, Jesus está junto de nós. Os dois discípulos, feridos pelo escândalo da cruz, estão de regresso a casa percorrendo o caminho da derrota: levam no coração uma esperança despedaçada e um sonho que não se realizou. Neles, a tristeza tomou o lugar da alegria do Evangelho. Que faz Jesus? Não os julga, percorre a própria estrada deles e, em vez de erguer um muro, abre uma nova brecha. Pouco a pouco transforma o seu desânimo, inflama o seu coração e abre os seus olhos, anunciando a Palavra e partindo o Pão. Da mesma forma, o cristão não carrega sozinho o encargo da missão, mas experimenta – mesmo nas fadigas e incompreensões – que «Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 266).

Jesus faz germinar a semente. Por fim, é importante aprender do Evangelho o estilo de anúncio. Na verdade, acontece não raro, mesmo com a melhor das intenções, deixar-se levar por um certo frenesim de poder, pelo proselitismo ou o fanatismo intolerante. O Evangelho, pelo contrário, convida-nos a rejeitar a idolatria do sucesso e do poder, a preocupação excessiva pelas estruturas e uma certa ânsia que obedece mais a um espírito de conquista que de serviço. A semente do Reino, embora pequena, invisível e às vezes insignificante, cresce silenciosamente graças à ação incessante de Deus: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como» (Mc 4, 26-27). A nossa confiança primeira está aqui: Deus supera as nossas expetativas e surpreende-nos com a sua generosidade, fazendo germinar os frutos do nosso trabalho para além dos cálculos da eficiência humana. Com esta confiança evangélica abrimo-nos à ação silenciosa do Espírito, que é o fundamento da missão. Não poderá jamais haver pastoral vocacional nem missão cristã, sem a oração assídua e contemplativa. Neste sentido, é preciso alimentar a vida cristã com a escuta da Palavra de Deus e sobretudo cuidar da relação pessoal com o Senhor na adoração eucarística, «lugar» privilegiado do encontro com Deus. É esta amizade íntima com o Senhor que desejo vivamente encorajar, sobretudo para implorar do Alto novas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada.

O povo de Deus precisa de ser guiado por pastores que gastam a sua vida ao serviço do Evangelho. Por isso, peço às comunidades paroquiais, às associações e aos numerosos grupos de oração presentes na Igreja: sem ceder à tentação do desânimo, continuai a pedir ao Senhor que mande operários para a sua messe e nos dê sacerdotes enamorados do Evangelho, capazes de se aproximar dos irmãos, tornando-se assim sinal vivo do amor misericordioso de Deus. Amados irmãos e irmãs, é possível ainda hoje voltar a encontrar o ardor do anúncio e propor, sobretudo aos jovens, o seguimento de Cristo. Face à generalizada sensação duma fé cansada ou reduzida a meros «deveres a cumprir», os nossos jovens têm o desejo de descobrir o fascínio sempre atual da figura de Jesus, de deixar-se interpelar e provocar pelas suas palavras e gestos 3 e, enfim, sonhar – graças a Ele – com uma vida plenamente humana, feliz de gastar-se no amor. Maria Santíssima, Mãe do nosso Salvador, teve a coragem de abraçar este sonho de Deus, pondo a sua juventude e o seu entusiasmo nas mãos d’Ele. Que a sua intercessão nos obtenha a mesma abertura de coração, a prontidão em dizer o nosso «Eis-me aqui» à chamada do Senhor e a alegria de nos pormos a caminho, como Ela (cf. Lc 1, 39), para O anunciar ao mundo inteiro. Cidade do Vaticano, 27 de novembro – I Domingo do Advento – de 2016.

Testemunho do Diácono Nelson Pereira

Diácono Nelson Pereira diz que a ordenação de colega lhe “dá forças para enfrentar com serenidade a sua própria ordenação” Jovem finalista do Seminário será o próximo sacerdote ordenado na diocese de Angra O Diácono Nelson Pereira será o próximo sacerdote ordenado na...

Semana dos Seminários

6 a 13 de Novembro de 2016

52ª Semana de Oração pelas Vocações

10 a 24 de Abril de 2016

A Igreja, mãe das Vocações

As vocações germinam na comunidade cristã

Neste ano dedicado à contemplação e à experiência da misericórdia divina, o Santo Padre na mensagem para a jornada mundial de oração pelas vocações quis unir a misericórdia divina e a vida em Igreja para nos convidar a um compromisso pelas vocações.
Desde logo o tema que quis dar à sua mensagem é bastante eloquente ao afirmar que a Igreja é a mãe das vocações porque «A Igreja é a casa da misericórdia e também a “terra” onde a vocação germina, cresce e dá fruto».
Assim, deparamo-nos com um primeiro compromisso que pertence à comunidade cristã. Através da formação e catequese, através da celebração litúrgica e através da partilha fraterna, a comunidade tem como último objectivo oferecer a cada cristão a possibilidade de se encontrar com Jesus Cristo vivo que chama e envia em missão.
A Igreja constituída por um povo chamado, cada um segundo a vocação própria, e enviado em missão no meio do mundo.
Por isso, afirma o santo Padre que na Igreja nasce, cresce e se sustenta a vocação. Eis a grande tarefa de cada comunidade cristã.
Na comunidade o papel do sacerdote é fundamental no despertar e no acompanhar das vocações. Di-lo o Papa Francisco ao afirmar que «o cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério». Por isso, «os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade».
Um segundo âmbito da experiência vocacional é a família. Os pais e demais membros da comunidade familiar são chamados a oferecer aos seus filhos e familiares uma educação tal que leve a criança e o jovem a reconhecer que deve escutar o chamamento de Jesus Cristo e generosamente responder-Lhe. Eis a maior de todas as exigências educativas para o bem de cada jovem que é convidado a escolher e a responder perante o seu futuro.
Mas o meu apelo vai dirigido a cada um dos jovens que se inquietam por acertar no seu futuro. Só Jesus Cristo nos ama de modo total e perfeito. Só Jesus Cristo conhece o nosso íntimo e sabe despertar em nós o amor para uma resposta que nos orienta para o bem dos nossos irmãos.
Que cada jovem se coloque perante a beleza do amor de Jesus Cristo e generosamente aceite o convite que Ele lhe dirige porque sendo um chamamento amoroso tem sempre em vista o bem maior de cada um.
Com o olhar fixo em Maria de Nazaré, todos os fiéis são chamados a responsabilizarem-se pelas vocações.
Daí a oração insistente para que o Senhor ofereça à Sua Igreja as vocações que ela necessita. Estamos conscientes que «a maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus».
A força da Igreja está na forma como cada cristão assume a vocação a partir do chamamento divino e se empenha na missão evangelizadora.

+João Lavrador

SEMANA DOS SEMINÁRIOS – 2015

OLHOU-OS COM MISERICÓRDIA…

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A Semana Nacional dos Seminários ocorre neste ano de 2015 pouco tempo antes do início do Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco como um ano jubilar de graça para a Igreja e para a humanidade. Em sintonia com a Igreja Universal, desejamos que o trabalho, a catequese e a oração pelas vocações sacerdotais, pelos seminários e pelos sacerdotes nasçam da certeza de que Deus é misericordioso com todos os seus filhos.

A caraterística fundamental do agir de Deus é a misericórdia, como nos revela a Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Toda a História da Salvação e cada uma das ações de Deus que dela fazem parte estão ao serviço da salvação da humanidade, podendo dizer-se que se trata da história da misericórdia de Deus com os homens. Ao dizer que Deus é amor, São João reafirma a centralidade da misericórdia na revelação feita por Jesus, Aquele que pelas suas palavras e ações nos deu a conhecer quem é Deus e como é Deus.
A Igreja fundada por Jesus Cristo é chamada a dar corpo ao desejo misericordioso de Deus de salvar toda a humanidade, em todos os tempos da história. Por meio do anúncio do Evangelho, da celebração do memorial da morte e ressurreição do Senhor, da comunhão da comunidade animada pelo Espírito Santo, a Igreja perpetua no tempo o mistério de Cristo Salvador, que verdadeiramente realiza a obra de Deus.
Deus, atento aos seus filhos, olha-os com misericórdia infinita, conhece cada um com as suas necessidades e anseios, ama cada pessoa com um amor único, tal como o pai ama cada um dos seus filhos. As suas entranhas comovem-se de misericórdia por todos, mas n’Ele há uma especial predileção pelos pobres, pelos doentes, pelos perdidos e pelos pecadores, aos quais procura incessantemente, pois quer acolhê-los com um abraço mais apertado, para que sintam a força do seu amor que reconcilia e salva.

A vocação sacerdotal nasce do coração misericordioso de Deus, que olha para os seus filhos e escolhe alguns para que sacramentalmente sejam configurados com Jesus Cristo, Pastor e Cabeça da Igreja.
Os Evangelhos apresentam Jesus que passa pelos mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana, olha com predileção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem. Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-n’O.
No caso de Mateus, o cobrador de impostos, é ainda mais notória a atitude de Jesus, que olha com misericórdia para um homem considerado por todos como pecador e faz dele um discípulo (cf. Mt 9, 9-13). Nesse ato revela plenamente o coração de Deus que envia o seu Filho para os pecadores e doentes, isto é para os que precisam de perdão, de cura e de salvação.
O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis.
A vocação sacerdotal somente se compreende no contexto deste mistério do amor de Deus, que não se explica nem se justifica, mas que simplesmente se manifesta.

Os seminaristas, desejosos de conhecer o mistério da sua vocação, entrem no mistério do amor de Deus pela humanidade e por si mesmos, sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da Sua companhia.
Aos jovens convidamos a entrar na contemplação do rosto misericordioso de Deus que os escolhe e os chama. Aceitem humildemente a sua condição de pecadores e necessitados da misericórdia de Deus e ela manifestar-se-á como fonte de perdão e de salvação. Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele, conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir fielmente, porque quando alguém se deixa tocar pelo olhar misericordioso de Jesus, torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.

Senhor Jesus,
Ao passares junto a nós,
Olhas-nos com misericórdia,
Chamas-nos e escolhes-nos.
Concede-nos a graça de, seduzidos,
Nos erguermos para Te seguir.
Que o Teu olhar misericordioso
Dê, aos sacerdotes, a fidelidade,
Aos seminaristas, amor à vocação,
Aos jovens, alegria para o caminho.
Senhor Jesus,
concede a toda a Igreja,
felizes e santas vocações sacerdotais.
Ámen

Coimbra, 25 de setembro de 2015
Virgílio do Nascimento Antunes

Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

http://Vocação e Discernimento.pptx (2995454)

Semana_dos_Seminarios_2015-vigilia.doc (74240)

VIGILIA-SEMANA-DOS-SEMINARIOS-2015.docx (26632)

 

52ª Jornada de Oração pelas Vocações

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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

(26 de Abril de 2015 – IV Domingo de Páscoa)

Tema: «O êxodo, experiência fundamental da vocação

Amados irmãos e irmãs!

O IV Domingo de Páscoa apresenta-nos o ícone do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, chama-as, alimenta-as e condu-las. Há mais de 50 anos que, neste domingo, vivemos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este dia sempre nos lembra a importância de rezar para que o «dono da messe – como disse Jesus aos seus discípulos – mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2). Jesus dá esta ordem no contexto dum envio missionário: além dos doze apóstolos, Ele chamou mais setenta e dois discípulos, enviando-os em missão dois a dois (cf. Lc 10,1-16). Com efeito, se a Igreja «é, por sua natureza, missionária» (Conc. Ecum. Vat. II., Decr. Ad gentes, 2), a vocação cristã só pode nascer dentro duma experiência de missão. Assim, ouvir e seguir a voz de Cristo Bom Pastor, deixando-se atrair e conduzir por Ele e consagrando-Lhe a própria vida, significa permitir que o Espírito Santo nos introduza neste dinamismo missionário, suscitando em nós o desejo e a coragem jubilosa de oferecer a nossa vida e gastá-la pela causa do Reino de Deus.

A oferta da própria vida nesta atitude missionária só é possível se formos capazes de sair de nós mesmos. Por isso, neste 52º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, gostaria de reflectir precisamente sobre um «êxodo» muito particular que é a vocação ou, melhor,   nossa resposta à vocação que Deus nos dá. Quando ouvimos a palavra «êxodo», ao nosso pensamento acodem imediatamente os inícios da maravilhosa história de amor entre Deus e o povo dos seus filhos,uma história que passa através dos dias dramáticos da escravidão no Egipto, a vocação de Moisés, a libertação e o caminho para a Terra Prometida. O segundo livro da Bíblia – o Êxodo – que narra esta história constitui uma parábola de toda a história da salvação e também da dinâmica fundamental da fé cristã. Na verdade, passar da escravidão do homem velho à vida nova em Cristo é a obra redentora que se realiza em nós por meio da fé (Ef 4, 22-24). Esta passagem é um real e verdadeiro «êxodo», é o caminho da alma cristã e da Igreja inteira, a orientação decisiva da existência para o Pai.
Na raiz de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé: crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo; abandonar como Abraão a própria terra pondo-se contidamente a caminho, sabendo que Deus indicará a estrada para a nova terra. Esta «saída» não deve ser entendida como um desprezo da própria vida, do próprio sentir, da própria humanidade; pelo contrário, quem se põe a caminho no seguimento de Cristo encontra a vida em abundância, colocando tudo de si à disposição de Deus e do seu Reino. Como diz Jesus, «todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19, 29). Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De facto, a vocação cristã é, antes de mais nada, uma chamada de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um «êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus» (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6).

A experiência do êxodo é paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho, em passar da
morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo pascal. Fundamentalmente, desde a chamada de Abraão até à de Moisés, desde o caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas, até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a vocação é sempre aquela acção de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projecta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, responder à chamada de Deus é deixar que Ele nos faça sair da nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade.

Esta dinâmica do êxodo diz respeito não só à pessoa chamada, mas também à actividade missionária e evangelizadora da Igreja inteira. Esta é verdadeiramente fiel ao seu Mestre na medida em que é uma Igreja «em saída», não preocupada consigo mesma, com as suas próprias estruturas e conquistas, mas sim capaz de ir, de se mover, de encontrar os filhos de Deus na sua situação real e compadecer-se das suas feridas. Deus sai de Si mesmo numa dinâmica tributária de amor, dá-Se conta da miséria do seu povo e intervém para o libertar (Ex 3, 7). A este modo de ser e de agir, é chamada também a Igreja: a Igreja que evangeliza sai ao encontro do homem, 2 anuncia a palavra libertadora do Evangelho, cuida as feridas das almas e dos corpos com a graça de Deus, levanta os pobres e os necessitados.

Amados irmãos e irmãs, este êxodo libertador rumo a Cristo e aos irmãos constitui também o caminho para a plena compreensão do homem e para o crescimento humano e social na história. Ouvir e receber a chamada do Senhor não é uma questão privada e intimista que se possa confundir com a emoção do momento; é um compromisso concreto, real e total que abraça a nossa existência e a põe ao serviço da construção do Reino de Deus na terra. Por isso, a vocação cristã, radicada na contemplação do coração do Pai, impele simultaneamente para o compromisso solidário a favor da libertação dos irmãos, sobretudo dos mais pobres. O discípulo de Jesus tem o coração aberto ao seu horizonte sem fim, e a sua intimidade com o Senhor nunca é uma fuga da vida e do mundo, mas, pelo contrário, «reveste essencialmente a forma de comunhão missionária» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 23). Esta dinâmica de êxodo rumo a Deus e ao homem enche a vida de alegria e significado. Gostaria de o dizer sobretudo aos mais jovens que, inclusive pela sua idade e a visão do futuro que se abre diante dos seus olhos, sabem ser disponíveis e generosos. Às vezes, as incógnitas e preocupações pelo futuro e a incerteza que afecta o dia-a-dia encerram o risco de paralisar estes seus impulsos, refrear os seus sonhos, a ponto de pensar que não vale a pena comprometer-se e que o Deus da fé cristã limita a sua liberdade. Ao invés, queridos jovens, não haja em vós o medo de sair de vós mesmos e de vos pôr a caminho! O Evangelho é a Palavra que liberta, transforma e torna mais bela a nossa vida. Como é bom deixar-se surpreender pela chamada de Deus, acolher a sua Palavra, pôr os passos da vossa vida nas pegadas de Jesus, na adoração do mistério divino e na generosa dedicação aos outros! A vossa vida tornar-se-á cada dia mais rica e feliz.

A Virgem Maria, modelo de toda a vocação, não teve medo de pronunciar o seu «fiat» à chamada do Senhor. Ela acompanha-nos e guia-nos. Com a generosa coragem da fé, Maria cantou a alegria de sair de Si mesma e confiar a Deus os seus planos de vida. A Ela nos dirigimos pedindo para estarmos plenamente disponíveis ao desígnio que Deus tem para cada um de nós; para crescer em nós o desejo de sair e caminhar, com solicitude, ao encontro dos outros (cf. Lc 1, 39).
A Virgem Mãe nos proteja e interceda por todos nós.

Vaticano, 29 de Março – Domingo de Ramos – de 2015.
Franciscus PP.

http://CEVM-Vocacoes2015-cartazA4.pdf (1074833)

CEVM-Vocacoes2015-GUIAO.pdf (3439800)

CEVM-Vocacoes2015-pagela.pdf (530476)

CARTAZ_VOC.pdf (1297136)

Semana dos Seminários 2014

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A todos os párocos, comunidades e agentes de pastoral
De 9 a 16 de Novembro, celebramos a Semana dos Seminários com o tema: “Servidores da alegria do Evangelho”.
D. Virgílio Antunes escreveu na sua nota pastoral que “nesta Semana dos Seminários, reafirmamos a nossa certeza de que o caminho da Igreja é o caminho da alegria do Evangelho, ou seja, o caminho de Cristo, que transforma as dores da humanidade, a tristeza, o desespero e a morte, em nova aurora de vida, de esperança e de alegria”.
A realidade do nosso Seminário é bem conhecida de todos. Contamos apenas com 17 seminaristas neste ano letivo, mas com esperança de que o número vai aumentar. Pretendemos dar a conhecê-los num cartaz que testemunha a sua ligação com o testemunho da alegria do Evangelho e faz eco do ardor apostólico da Exortação do Papa Francisco. Por isso, é igualmente uma mensagem muito nossa que nos coresponsabiliza pelo nosso Seminário. Mais do que nunca necessitamos da colaboração de todas as comunidades e párocos, especialmente da oração e da ajuda material. A formação nesta Instituição não pode ser suportada só por parte da Igreja que está nos Açores. Abandonemos igualmente as críticas destrutivas!
Recordamos as palavras do nosso Bispo: “É uma ocasião propícia, para consolidar todo o nosso apoio e ação em prol das vocações aos ministérios sagrados. Nos dois últimos anos, entraram seminaristas só de S. Miguel: 10. Há ilhas que há anos não têm seminaristas. Não podemos desfalecer, para fazer o que estiver ao nosso alcance, para sermos instrumentos fiéis e eficazes do Senhor que continua a chamar.”
O Papa Francisco desperta igualmente a nossa missão: “Em muitos lugares, há́ escassez de vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Frequentemente isso fica-se a dever à falta de ardor apostólico contagioso nas comunidades, pelo que estas não entusiasmam nem fascinam. Onde há́ vida, fervor, paixão de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas. Mesmo em paróquias onde os sacerdotes não são muito disponíveis nem alegres, é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que desperta o desejo de se consagrar inteiramente a Deus e à evangelização, especialmente se essa comunidade vivente reza insistentemente pelas vocações e tem a coragem de propor aos seus jovens um caminho de especial consagração” (Evangelii Gaudium, 107).
Depende de todos fazer do Seminário de Angra o coração da Diocese, testemunhar e pedir ao Senhor que envie operários para a sua Messe!

Com Maria, Modelo de Vocação,

A todos bem hajam!
O reitor
P. Hélder Miranda Alexandre

pagela.pdf (137617)

http://pagela.pdf (137617)

1 Mensagem.pdf (190063)

2.1 Catequese_Infancia.pdf (439034)

2.2 Catequese_Adolescencia.pdf (513010)

3.1 VigiliaEsquema1.pdf (382791)

3.2 VigiliaEsquema2.pdf (319171)

4 Preces.pdf (116551)

5 Rosario.pdf (394187)

 

Todos somos responsáveis pelas vocações sacerdotais

41. A vocação sacerdotal é um dom de Deus, que constitui certamente um grande bem para aquele que é o seu primeiro destinatário. Mas é também um dom para a Igreja inteira, um bem para a sua vida e missão. A Igreja, portanto, é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais. Em consequência disso, a pastoral vocacional tem como sujeito activo, como protagonista, a comunidade eclesial enquanto tal, nas suas diversas expressões: da Igreja universal à Igreja particular, e, analogamente, desta à paróquia e a todas as componentes do Povo de Deus.
É grande a urgência, sobretudo hoje, que se difunda e se radique a convicção de que todos os membros da Igreja, sem excepção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações. O Concílio Vaticano II é explícito, ao afirmar que “o dever de fomentar as vocações sacerdotais pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover sobretudo mediante uma vida plenamentente cristã” . Só na base desta convicção, a pastoral das vocações poderá manifestar o seu rosto verdadeiramente eclesial, desenvolvendo uma acção concorde, servindo-se também de organismos específicos e de adequados instrumentos de comunhão e de corresponsabilidade.
A primeira responsabilidade da pastoral orientada para as vocações sacerdotais é do Bispo, que é chamado a vivê-la em primeira pessoa ainda, que possa e deva suscitar múltiplas colaborações. Ele é pai e amigo no seu presbitério, e é sua, antes de mais, a solicitude de “dar continuidade” ao carisma e ao ministério presbiteral, associando-lhe novos efectivos pela imposição das mãos. Ele cuidará que a dimensão vocacional esteja sempre presente em todos os âmbitos da pastoral ordinária, melhor, seja plenamente integrada e como que identificada com ela. Cabe-lhe a tarefa de promover e coordenar as várias iniciativas vocacionais.
O Bispo sabe que pode contar, em primeiro lugar, com a colaboração do seu presbitério. Todos os sacerdotes são solidários com ele e corresponsáveis na procura e promoção das vocações presbiterais. De facto, como afirma o Concílio, “cabe aos sacerdotes, como educadores da fé, cuidar por si, ou por meio de outros, para que cada fiel seja levado, no Espírito Santo, a cultivar a própria vocação “. É esta “uma função que faz parte da própria missão sacerdotal, em virtude da qual o presbítero é feito participante da solicitude de toda a Igreja, para que jamais faltem na terra operários para o Povo de Deus” (116). A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal -, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo factor de fecundidade vocacional.
Uma responsabilidade particularíssima está confiada à família cristã que, em virtude do sacramento do matrimónio, participa, de modo próprio e original, na missão educativa da Igreja mestra e mãe. Como disseram os Padres sinodais, “a família cristã – que é verdadeiramente ‘como que a igreja doméstica’ (Lumen gentium, 11) – sempre ofereceu e continua a oferecer as condições favoráveis para o desabrochar das vocações. Porque a imagem da família cristã se encontra hoje em perigo, deve atribuir-se grande importância à pastoral familiar, de modo que as próprias famílias, ao acolher generosamente o dom da vida humana, sejam ‘como que o primeiro seminário’ (Optatam totius, 2) onde os filhos possam adquirir desde o início o sentido da piedade e da oração, e o amor à Igreja”. Em continuidade e sintonia com a obra dos pais e da família, deve colocar-se a escola, que é chamada a viver a sua identidade de “comunidade educadora” com uma proposta cultural também capaz de irradiar luz sobre a dimensão vocacional como valor conatural e fundamental da pessoa humana. Nesse sentido, se for oportunamente enriquecida de espírito cristão (seja através de significativas presenças eclesiais na escola estatal, segundo as várias leis nacionais, seja sobretudo no caso da escola católica), pode infundir no ânimo das crianças e dos jovens o desejo de cumprir a vontade de Deus no estado de vida mais idóneo para cada um, sem nunca excluir a vocação ao ministério sacerdotal”.
Também os leigos, em particular, os catequistas, professores, educadores, animadores da pastoral juvenil, cada um segundo os recursos e modalidades próprias, têm uma grande importância na pastoral das vocações sacerdotais: quanto mais aprofundarem o sentido da sua vocação e missão na Igreja, tanto melhor poderão reconhecer o valor e carácter insubstituível da vocação e da missão presbiteral.
No âmbito das comunidades diocesanas e paroquiais, são de estimar e promover aqueles grupos vocacionais cujos membros oferecem o seu contributo de oração e de sacrifício pelas vocações sacerdotais e religiosas, senão mesmo de sustento moral e material.
Deveremos recordar aqui também os grupos, movimentos e associações de fiéis leigos que o Espírito Santo faz surgir e crescer na Igreja, em ordem a uma presença cristã mais missionária no mundo. Estas diversas agregações de leigos estão-se revelando como campo particularmente fértil para a manifestação de vocações consagradas, verdadeiros e próprios lugares de proposta e de crescimento vocacional. Muitos jovens, de facto, precisamente no âmbito e graças a estes grupos, advertiram o chamamento do Senhor a segui-Lo no caminho do sacerdócio ministerial e responderam com reconfortante generosidade. São, portanto, de valorizar, para que, em comunhão com toda a Igreja e para seu crescimento, dêem o seu específico contributo para o desenvolvimento da pastoral vocacional.
As várias componentes e os diversos membros da Igreja empenhados na pastoral vocacional tornarão tanto mais eficaz a sua obra quanto mais estimularem a comunidade eclesial como tal, a começar pela paróquia, a sentir que o problema das vocações sacerdotais não pode ser minimamente delegado em alguns “encarregados” (os sacerdotes em geral, e mais especialmente os sacerdotes dos seminários), porque, sendo “um problema vital que se coloca no próprio coração da Igreja”, deve estar no centro do amor de cada cristão pela Igreja.
João Paulo II, Pastores dabo vobis, 41

Semana dos Seminários

6 a 13 de Novembro de 2016

Assembleia Regional aprova voto de congratulação pela ordenação sacerdotal do Pe. Jacob Vasconcelos

A Assembleia Legislativa dos Açores acaba de aprovar um voto de congratulação pela ordenação o novo padre diocesano, Jacob Vasconcelos.

A iniciativa apresentada pelo deputado do PCP da ilha das Flores, João Paulo Corvelo, de onde o novo sacerdote é natural, destaca as qualidades pessoais e intelectuais do novo presbítero da diocese de Angra.

[continuar a ler]

Missa Nova do Padre Jacob Vasconcelos

O Pe. Jacob Vasconcelos, que ontem foi ordenado, celebrou este domingo a sua Missa Nova na paróquia onde nasceu e se batizou – Ponta Delgada das Flores – e durante a homilia afirmou que a primeira atitude da igreja tem de ser o acolhimento, fazendo com que todos se sintam em casa.

A partir dos textos propostos na liturgia da palavra deste décimo terceiro domingo do Tempo Comum, que ajudam a recentrar a fé a partir de alguns temas fundamentais como o acolhimento fraterno, a capacidade de renascer e o desprendimento,  o sacerdote florentino deixou pistas concretas sobre a forma como pretende ser pastor na diocese de Angra.

[continuar a ler]

Testemunho do Diácono Nelson Pereira

O Diácono Nelson Pereira será o próximo sacerdote ordenado na diocese, no dia 1 de novembro, e não esconde que a ordenação do colega Jacob Vasconcelos, que ocorreu hoje na ilha das Flores, o “entusiasma e encoraja” para a sua própria ordenação.

Nelson Pereira, de 23 anos, natural de São Mateus da ilha Terceira, será ordenado sacerdote no próximo dia 1 de novembro na Sé de Angra pelo bispo D. João Lavrador.

“É com grande alegria e emoção ver a ordenação deste colega com quem estive nos últimos seis anos e isso dá-me força e alegria e alento individual para preparar a minha própria ordenação”, diz o diácono que é organista titular da catedral da diocese açoriana.

[continuar a ler]

Diocese de Angra tem um novo sacerdote, o Pe Jacob Vasconcelos

O bispo de Angra presidiu esta manhã, em Santa Cruz das Flores,  à ordenação sacerdotal de Jacob Vasconcelos, de 24 anos, natural da ilha das Flores.

D.João Lavrador, que ordena o segundo sacerdote em pouco mais de um ano como bispo titular da diocese insular, considera este momento da ordenação como especial e desafiou o novo sacerdote a ser “a alegria que brota da vida nova do Ressuscitado” para as comunidades que vier a servir.

“Caríssimo Jacob estás a comprometer-te inteiramente com Jesus Cristo que te convida e te envia a seres hoje no meio dos homens e mulheres testemunha da verdadeira alegria que brota da vida nova do Ressuscitado. O teu estilo de vida, os critérios e os valores que nortearão a tua entrega permanente a Deus e aos irmãos contrastam com os do mundo, por isso exigem uma fundamentação radical na comunhão diária com Jesus Cristo” afirmou D. João Lavrador.

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Semana dos Seminários

6 a 13 de Novembro de 2016

Assembleia Regional aprova voto de congratulação pela ordenação sacerdotal do Pe. Jacob Vasconcelos

A Assembleia Legislativa dos Açores acaba de aprovar um voto de congratulação pela ordenação o novo padre diocesano, Jacob Vasconcelos.

A iniciativa apresentada pelo deputado do PCP da ilha das Flores, João Paulo Corvelo, de onde o novo sacerdote é natural, destaca as qualidades pessoais e intelectuais do novo presbítero da diocese de Angra.

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Missa Nova do Padre Jacob Vasconcelos

O Pe. Jacob Vasconcelos, que ontem foi ordenado, celebrou este domingo a sua Missa Nova na paróquia onde nasceu e se batizou – Ponta Delgada das Flores – e durante a homilia afirmou que a primeira atitude da igreja tem de ser o acolhimento, fazendo com que todos se sintam em casa.

A partir dos textos propostos na liturgia da palavra deste décimo terceiro domingo do Tempo Comum, que ajudam a recentrar a fé a partir de alguns temas fundamentais como o acolhimento fraterno, a capacidade de renascer e o desprendimento,  o sacerdote florentino deixou pistas concretas sobre a forma como pretende ser pastor na diocese de Angra.

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Testemunho do Diácono Nelson Pereira

O Diácono Nelson Pereira será o próximo sacerdote ordenado na diocese, no dia 1 de novembro, e não esconde que a ordenação do colega Jacob Vasconcelos, que ocorreu hoje na ilha das Flores, o “entusiasma e encoraja” para a sua própria ordenação.

Nelson Pereira, de 23 anos, natural de São Mateus da ilha Terceira, será ordenado sacerdote no próximo dia 1 de novembro na Sé de Angra pelo bispo D. João Lavrador.

“É com grande alegria e emoção ver a ordenação deste colega com quem estive nos últimos seis anos e isso dá-me força e alegria e alento individual para preparar a minha própria ordenação”, diz o diácono que é organista titular da catedral da diocese açoriana.

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Diocese de Angra tem um novo sacerdote, o Pe Jacob Vasconcelos

O bispo de Angra presidiu esta manhã, em Santa Cruz das Flores,  à ordenação sacerdotal de Jacob Vasconcelos, de 24 anos, natural da ilha das Flores.

D.João Lavrador, que ordena o segundo sacerdote em pouco mais de um ano como bispo titular da diocese insular, considera este momento da ordenação como especial e desafiou o novo sacerdote a ser “a alegria que brota da vida nova do Ressuscitado” para as comunidades que vier a servir.

“Caríssimo Jacob estás a comprometer-te inteiramente com Jesus Cristo que te convida e te envia a seres hoje no meio dos homens e mulheres testemunha da verdadeira alegria que brota da vida nova do Ressuscitado. O teu estilo de vida, os critérios e os valores que nortearão a tua entrega permanente a Deus e aos irmãos contrastam com os do mundo, por isso exigem uma fundamentação radical na comunhão diária com Jesus Cristo” afirmou D. João Lavrador.

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