Olhando a sociedade atual, materialista e consumista, onde o valor da pessoa humana é cada vez menor, podemos dizer que a missão do Redentor está longe de estar concluída. Esta torna-se cada vez mais necessária e urgente como forma de contradição nessa mesma sociedade. Porém são cada vez menos os operários para uma messe enorme, para uma ceara onde o joio cresce a um ritmo superior ao do trigo.

Assim o Seminário de Angra levou a cabo mais uma vez o mandato do Senhor: «ide e fazei discípulo…» para estarem ao serviço do Reino.

A Evangelii Gaudium diz que cada um é missionário no meio em que vive, assim sendo, os jovens seminaristas açorianos partiram pelo arquipélago a anunciar o caminho que dá sentido à vivência humana. Desafiando todos aqueles com quem se cruzavam a procurar, descobrir e anunciar esse Tesouro que é o amor ao serviço pelos outros.

Terminada mais uma semana dos seminários há que fazer o balanço da mesma. Como nos diz o Santo Padre a missão é algo presente em cada coração, que o torna jovem com a vivencia do Evangelho. Testemunhando a força e a alegria do amor, leva cada um a ser homem ou mulher de esperança.

O mérito do trabalho feito não é de quem o executa, porque não se trata de um mero projeto humano, mas sim de um mandato divino: a edificação da Igreja. Sendo assim o enviado não é maior do que o construtor, do qu´Aquele que envia, como nos diz o Evangelista. O próprio Jesus no regresso dos discípulos chama a atenção que a verdadeira alegria não está nos feitos realizados dado que estes foram feitos por Jesus, mas no facto de estar ao serviço do Reino.

Esta semana não dá frutos a curto prazo, pois já diz a Escritura que um é o que semeia e outro o que colhe. Contudo, produz a longo prazo e a prova disso é a Igreja açoriana, mais especificamente o seu coração, o Seminário, que tem vindo a colher os frutos deste mandato divino. Os frutos da semente lançada nestas semanas. É tempo de dizer a semente está lançada, agora rega-a e ora para que esta germine e cresça e assim poder, a seu tempo, dar o devido Fruto.

João Farias

5º Ano