Trindade dos pequenos e graúdos!

Era uma vez…

Hoje falaram-me acerca do Deus-Trino. Não entendi. O que é?
– Pensa numa árvore com três ramos. Pensa na mais bonita que já viste!

Fácil. Eu tenho uma no meu jardim! E, por acaso, tem três raminhos!
– Fantástico! Deus é como a árvore que tu admiras no teu jardim! A cada um dos três
ramos, dá-lhes os nomes de Pai, Filho e Espírito Santo. Se bem observares, vês que cada
ramo é independente do outro e cresce de maneira diferente, mas são todos feitos da
mesma substância, a madeira! Todos são ramos de igual modo e cada ramo possui a
mesma importância, embora tenham direções diferentes! [continuar a ler]

Ordenação do novo padre deve ser uma oportunidade para “reflexão mais intensa sobre a vocação na Igreja e na vida de cada pessoa”, sobretudo junto dos jovens diz D. João Lavrador

Diocese de Angra vive nova ordenação presbiteral no dia 30 de junho, na ouvidoria da Povoação, na ilha de São Miguel, de onde o futuro presbítero é natural

A diocese de Angra volta a fazer festa no próximo dia 30 de junho data em que D. João Lavrador ordenará mais um presbítero diocesano, Nuno Fidalgo, de 28 anos, natural das Furnas, na ilha de São Miguel.

A ordenação tem lugar na igreja Matriz da Povoação, às 11h00, seguindo-se a missa nova no dia seguinte, na igreja paroquial das Furnas.

As celebrações começam no dia 29 com uma vigília de oração pelas vocações, centrada nesta ordenação

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Faleceu o mais antigo seminarista

Faleceu hoje o distinto Picaroto Ermelindo Ávila.

Ermelindo Ávila nasceu na vila das Lajes, no Pico, a 18 de Setembro de 1915. Casou com Olga Lopes Neves, já falecida, e teve nove filhos. Era Comendador da Ordem de Mérito (Presidência da República) e recebeu a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores.

Estudou Filosofia no Seminário de Angra e, entre 1938 e 1954, foi ajudante do Cartório Notarial e dos serviços de Registos e do Notariado. Em 1940 foi nomeado Administrador do Concelho das Lajes do Pico e Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal. Em 1941 é nomeado Presidente da Câmara do mesmo concelho de cujas funções foi exonerado por divergências políticas. Ingressou no quadro administrativo da Câmara Municipal das Lajes do Pico em 1954. Foi chefe de secretaria da Câmara Municipal da Madalena e na Câmara Municipal das Lajes do Pico, onde se aposentou em 1984 como Assessor Autárquico. [continuar a ler]

Qual o verdadeiro valor da vida humana?

A vida humana tem vindo a deparar-se com vários atentados contra si mesma ao longo da história. Hoje em dia está na moda a defesa da eutanásia, porém qual o valor da vida humana? Será apenas o valor da utilidade económica? Será o valor das estatísticas da qualidade de vida? Poderá a vida ser avaliada por critérios subjetivos e individuais?

A vida é um dom, algo que é dado ao ser vivo sem este ter merecimento prévio para tal. Ninguém pede para nascer. Então porquê dizer «tenho o direito a morrer» se não fui eu que pedi para nascer? A resposta está na sociedade, onde cada pessoa é vista como um mero membro que pode contribuir para o crescimento da mesma. Quando deixa de ser «útil» a este crescimento, deixa de ter dignidade para viver. [continuar a ler]

Ecce Homo… ecce spes

Que cinzel terá esculpido este rosto?

Que engenho terá concebido este olhar tão humano de Deus?

Umas vezes triste… outras reservado…

Quem se atreve a racionalizar o mar de gente que o venera…

Aquele sábado de silêncio ensurdecedor…

Dos gritos viscerais de mães que de joelhos lhe agradecem e pedem… [continuar a ler]

Os jovens de hoje

Ao aproximar o sínodo dos bispos sobre os jovens decidi escrever algo sobre os jovens de nossos dias e sobre as famílias.

Muitos adultos e idosos acusam a juventude de nossos dias de andarem por maus caminhos e sem futuro, pois não respeitem ninguém e fazem o que bem entendem.

Se recuarmos no tempo, verificamos que esse problema não vem de hoje nem de ontem, mas que sempre existiu e podemos verificar pelas palavras de Sócrates (470-399 a.C.): “Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados, desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos, se passam o tempo a falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem os pais, apresentam-se em sociedade com enfeitos estranhos. Apressam-se a ir para a mesa e comem os acepipes, cruzam as pernas e tiranizam os seus mestres”. [continuar a ler]

A aventura da vida

A aventura da vida é tão bonita de ser vivida. O perceber, a cada manhã, que Deus nos dá o dom da existência para podermos contemplar o mundo e amar aqueles que estão ao nosso redor é deveras algo desafiante e belo.

Esta aventura, guiada pela Estrela Polar, é um mistério e ao mesmo tempo uma certeza – a de que o Amor é o chão que calcamos, a intimidade com a Vida é o ânimo do nosso espírito. Para embarcarmos nessa aventura é necessário deixarmo-nos tocar pela humildade, pelo saber que tudo é mero dom e gratuidade. Que ao passar pelos verdes campos da existência as flores que nos sorriem não são posse nossa, mas algo belo e frágil colocado lá para nos fazer guiar pelo seu perfume. Perfume que inebria e seduz – elas simplesmente nos deixam o odor do Criador que deixa assim a sua presença indelével e precedente. [continuar a ler]

D. João Lavrador instituiu Fábio Carvalho, seminarista do 5º ano, no ministério de acólito

O bispo de Angra desafiou esta manhã os cristãos açorianos a serem capazes de levar a boa nova, enfrentando as adversidades do mundo sem medo.

Na homilia da missa a que presidiu neste domingo do Bom Pastor, na paróquia de São Pedro da Ribeirinha, na ilha Terceira, onde instituiu o seminarista do 5º ano Fábio Carvalho no ministério de acólito, D. João Lavrador recordou que é preciso ter “coragem” para “proclamar a boa nova sem medo”.

“Importa proclamar com coragem, sem medo dos obstáculos que se colocam hoje à mensagem do Evangelho, perante tantas mentes obscurecidas e corações atrofiados, que não há outro salvador que não seja Jesus Cristo”.

O Prelado lembrou que tal como ao tempo da igreja primitiva também [continuar a ler]

Porque vim para o Seminário?

Uma pergunta à qual não sei bem responder. Sei apenas que uma música me seduziu e me atraiu até Alguém. Essa música, lentamente, conduziu-me a este lugar, pois, julgo eu, aqui, de forma mais plena, poderei responder ao apelo dessa música.

Mas que música é esta? Que apelo me lança? É tão suave… é leve… dá sentido àquilo que sou e penso, dá forma aos meus projetos. Esta música só pode ter sido criada pelo Compositor de tudo, por Aquele que nos chama a todos e, para todos, tem um projeto particular. Ao que parece, para mim, deu-me este: SEGUI-LO, sem volta a dar, sem reticências, que tantas vezes atrapalham, sem mas, nem porquês; apenas segui-l’O. Ele é a causa desta viagem que agora começo. Abandonei o porto, mas, por vezes, apetece-me voltar e prender a corda de novo, deixar-me ficar… As “asperezas do caminho”, como diz o hino, prendem-me, não me deixam avançar e fazem-me pensar que não será possível chegar à outra Margem. Também não posso deixar que a esperança que tenho de chegar Lá fique fechada para mim, tenho de anunciá-la a todos. É preciso gritar bem alto que há outra Margem, que esta não é aquela [continuar a ler]

A palavra chave na igreja é servir, diz D. José Bettencourt

O futuro Núncio na Geórgia e na Arménia passou grande parte de terça feira no Seminário Episcopal de Angra

Um  encontro com a comunidade educativa do Seminário de Angra e uma missa na Capela da Natividade preencheram uma boa parte do dia de D. José Avelino Bettencourt que se encontra de visita aos Açores depois da sua ordenação episcopal e da nomeação como representante diplomático da Santa Sé.

“Estar convosco é tocar na alma da diocese” disse o prelado na homilia da missa a que presidiu na Capela da Natividade.

Dirigindo-se diretamente aos seminaristas desafiou-os a aproveitarem este tempo no Seminário porque “é um tempo abençoado”, em que além das ferramentas intelectuais e culturais dão os passos importantes para a formação integral.

“É aqui que dão os primeiros passos aqueles que querem liderar a diocese. Esta é uma casa reservada ao estudo e à reflexão que cumpre a grande tradição da igreja  que é formar uma pessoa inteira” disse o bispo D. José Bettecourt

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