Nota Pastoral a propósito das ordenação presbiterais 2020

Nota Pastoral a propósito das ordenação presbiterais 2020

«Louvado seja o Senhor, dia após dia, Ele toma cuidado de nós, o Deus da nossa salvação, o nosso Deus é um Deus que salva!» (Sl.68, 20-21).

No próximo dia 6 de Setembro a diocese de Angra recebe a graça da ordenação de seis novos presbíteros. Motivo de acção de graças ao Senhor que segundo a Sua palavra não deixa de escutar a nossa prece implorando ao Senhor da Messe que envie trabalhadores para a sua Igreja (Cfr. Lc. 10,2).

É um tempo de graça dado por Deus para que cada baptizado tome consciência mais profunda da sua própria vocação e missão. Na verdade, cada cristão, discípulo de Jesus de Nazaré, é chamado a descobrir a sua pertença a uma comunidade concreta, na qual vive, partilha e se compromete segundo o chamamento que lhe é dirigido por Cristo.

A escuta atenta da Palavra de Deus, a vivência consciente da eucaristia e demais sacramentos, a oração que abre espaço para o chamamento e para a resposta pessoal, o discernimento dos sinais que Deus coloca no caminho de cada um e o compromisso comunitário, são meios para reconhecer o convite que é dirigido por Jesus Cristo a cada um dos seus discipulos, [continuar a ler]

Nomeações também para o Seminário

Nomeações também para o Seminário

O decreto episcopal com as nomeações de presbíteros para o ano pastoral 2020/2021 acaba de ser publicado e, de entre as novidades, está a colocação de nove novos sacerdotes: seis que irão ser ordenados em setembro e três que regressam depois de completarem estudos em Roma. Para lá seguem agora dois novos sacerdotes, que deixam paróquias da Terceira, a ilha que regista a maior mudança de padres.

“Estamos num tempo novo para a nossa Igreja Diocesana”, refere o prelado. “Em cada ano, somos convidados a responder às necessidades pastorais da diocese, nas suas diversas comunidades cristãs e demais serviços diocesanos” esclarece D. João Lavrador.

“Este facto exige a mobilidade de alguns sacerdotes que por exigência da sua configuração a Jesus Cristo e na missão de servir o Povo de Deus se dispõem a deixar as tarefas pastorais a que se ocupavam partindo para novos desafios na evangelização das comunidades cristãs”, avança ainda.

“A todos deixo o meu reconhecimento e a minha gratidão pela resposta generosa e pronta à interpelação que

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Futuros sacerdotes vão passar a ser acompanhados durante os primeiros dois anos de ordenação

Futuros sacerdotes vão passar a ser acompanhados durante os primeiros dois anos de ordenação

Bispo de Angra quer jovens padres a frequentar formação continua obrigatória no Seminário nos dois anos subsequentes à sua ordenação. Obrigatoriedade formativa começa já no próximo ano letivo.

O Seminário Episcopal de Angra vai passar a organizar uma semana de formação académica, por trimestre lectivo, que incluirá um aprofundamento teológico, eclesiológico, litúrgico e pastoral, bem como acompanhamento espiritual, dirigido aos sacerdotes recém ordenados e  que decorrerá nos dois anos imediatamente a seguir à sua ordenação presbiteral. A decisão foi promulgada esta quarta-feira, dia 15,  por um decreto episcopal do bispo de Angra.

“Atendendo às disposições que a Nova Ratio Fundamentalis apresenta para o acompanhamento dos presbíteros recém ordenados” e às “incessantes interpelações” dos documentos do Magistério da Igreja sobre as responsabilidades dos seminários no acompanhamentos dos neo-sacerdotes, nos primeiros anos do seu “múnus pastoral”, justifica D. João Lavrador, “Ficam obrigados a esta formação permanente os presbíteros ordenados nos dois primeiros anos a contar da data da sua ordenação”

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Volume III da Revista Fórum Teológico

Volume III da Revista Fórum Teológico

Editorial

As III Jornadas de Teologia, com tema: “ARTE, EXPRESSÃO QUE TRANSCENDE”, realizadas entre 20 e 22 de Março de 2019, pretenderam dar um humilde contributo para uma reflexão crítica e ponderada acerca dos desafios que a arte nos coloca no contexto da mensagem cristã. Quando se define que a arte é a ciência do irrepetível, diz-se algo de eternidade.

A História da arte cristã mostra uma alternância de tendências que poderíamos chamar de imanência e transcendência, uma oscilação entre o gosto pela imagem e a preferência pelo sinal simbólico.

Neste sentido, uma das excelências do cristianismo é a sua capacidade para abrir canais de expressão a essas duas fundamentais potencialidades do ser humano: a sensibilidade e o espírito. Os conflitos que angustiam a vida pessoal do cristão polarizam-se à volta da tensão entre a sua sensibilidade e a sua razão, com o intuito de legitimar a vida do sentido sem que o espírito seja atraiçoado.

Estamos conscientes de que o Homem contemporâneo apresenta novas formas de expressão artística que exprimem, a seu modo, a transcendência, e que constituem o lugar teológico para que a fé cristã se exprima e ultrapasse um revivalismo empobrecido. [continuar a ler]

“Vinde, ó santo Espírito, (…) ”

“Vinde, ó santo Espírito, (…) ”

“Vinde, ó santo Espírito,
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.”

Esta estrofe deu início à sequência lida após a leitura II de domingo passado, onde celebrámos a solenidade do Pentecostes. Em todo o poema, podemos observar o pedido eminente para que este Espírito desça à terra e entre em nossos corações com o propósito de Deus vir em nosso auxílio e de Cristo estar sempre connosco como tinha prometido. Na minha freguesia, tínhamos por costume cantar este poema durante a coroação, o que tornava o momento bastante comovente. É por isso que todos os anos sinto uma nostalgia dos meus tempos de infância em que, ao chegar da escola, íamos a correr para o Império para ouvir rezar o terço e já sabíamos que a seguir a brincadeira entre amigos era certa. [continuar a ler]

O Espírito do Povo!

O Espírito do Povo!

“Não desprezeis a Fé grande, Senhor, com que vos rogamos,

Fazei como o Pai Divino, mas não que nós o mereçamos!” (Oração final do Terço cantado ao Divino Espírito Santo na ilha do Pico)

 

Há cinquenta dias atrás, Jesus levantou-se glorioso do sepulcro para voltar à vida entre nós. Há oitenta dias atrás levantou-se soberana e abatendo-se sobre o mundo, uma das maiores pandemias que o homem vira até hoje. [continuar a ler]